Recentemente, o Ministério da Saúde iniciou uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo voltada para os turistas que participarão da Copa do Mundo, que ocorre entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá. A ação é uma resposta ao aumento significativo no número de casos da doença nos três países que sediarão o evento organizado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa).
A vacina, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é direcionada a crianças, adolescentes e adultos, com diferentes esquemas de imunização conforme a faixa etária. Para bebês entre 6 e 11 meses, é administrada a chamada “dose zero”, enquanto os indivíduos de 1 a 29 anos precisam receber duas doses. Aqueles com idades entre 30 e 59 anos requerem apenas uma dose.
A principal meta do Ministério da Saúde é proteger os brasileiros que viajarão e minimizar o risco de reintrodução do sarampo no Brasil. Apesar de manter o status de país livre da circulação do vírus, o aumento do fluxo internacional nos próximos meses gera preocupação, especialmente em um contexto onde ainda existem pessoas que hesitam em se vacinar devido a desinformações e teorias negacionistas sobre a imunização.
Alerta elevado
Os três países anfitriões do evento esportivo estão localizados na América do Norte e são responsáveis por 67% dos casos de sarampo registrados em todo o continente. No ano passado, as autoridades dos Estados Unidos documentaram 2.144 casos, com mais 1.792 ocorrências desde janeiro deste ano.
O Canadá também viu um crescimento nos números, com 5.062 casos registrados no ano anterior, o que resultou na perda do status de livre da doença. Desde janeiro, mais 907 confirmações foram reportadas. De maneira semelhante, o México enfrentou uma escalada preocupante: após registrar apenas sete casos em 2024, o país teve um total de 6.152 ocorrências em 2023 e já contabilizou mais 10.002 desde o início deste ano.
Lançamento simbólico
A campanha contra o sarampo foi oficialmente lançada na Fundação Gol de Letra, situada no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença do ministro Alexandre Padilha, que pessoalmente aplicou doses da vacina, continuando sua prática habitual ao longo de sua gestão à frente do Ministério da Saúde.
Entre os voluntários que se vacinaram estava Raí, ex-jogador conhecido por seu comprometimento com causas sociais e educacionais; ele é um dos cofundadores da instituição dedicada ao atendimento de crianças e jovens.
Orientações sobre a vacinação
A vacinação deve ser realizada em pessoas que nunca receberam a vacina ou que estão com o esquema vacinal incompleto ou sem comprovação. É importante ressaltar que o imunizante não é recomendado para gestantes; no entanto, mães que estão amamentando podem receber a tríplice viral.
Indivíduos com comprometimento imunológico devem buscar avaliação médica antes da aplicação da dose. Cada situação será analisada individualmente pelas equipes nas unidades de saúde.
- Pessoas entre 1 ano e menores de 5 anos: devem receber uma dose da tríplice viral aos 1 ano e uma dose da tetra viral aos 15 meses.
- Pessoas com idade entre 5 anos e 29 anos que não foram vacinadas: precisam tomar duas doses da tríplice viral, com intervalo mínimo de um mês entre elas.
- Pessoas entre 30 a 59 anos: devem receber uma dose da tríplice viral.
- Profissionais de saúde: independentemente da idade, devem tomar duas doses da vacina tríplice viral.
- Pessoas que tiveram contato com suspeitas devem verificar sua situação vacinal, independentemente da idade.
Para aqueles que necessitam completar seu esquema vacinal com duas doses, recomenda-se que a última aplicação ocorra pelo menos quinze dias antes da viagem para garantir proteção adequada.
