Uma mulher dos Estados Unidos, Savannah Spoor, revelou que semanalmente realiza um tratamento pouco convencional: ela mesma aplica 30 picadas de abelha como parte de sua terapia para aliviar os sintomas da doença de Lyme.
Após anos em busca de um diagnóstico, Savannah recebeu a confirmação em 2023, após ter consultado médicos de diversas especialidades sem sucesso.
Em suas palavras, “Ninguém deseja um resultado positivo no teste, mas depois de tanto tempo procurando respostas, o que poderia ser ainda pior do que receber um diagnóstico seria não ter nenhum. Eu me senti validada e foi reconfortante descobrir que havia uma explicação real para meu mal-estar”, conta em entrevista à People.
A doença de Lyme é uma infecção causada por uma bactéria chamada Borrelia burgdorferi, transmitida por carrapatos do tipo Ixodes. Essa condição pode provocar erupções cutâneas, dores nas articulações e, em casos mais avançados, comprometer o sistema nervoso e cardíaco. Celebridades como Justin Bieber, Bella Hadid e Justin Timberlake também enfrentam essa doença.
Os primeiros sintomas começaram a aparecer em Savannah em 2021, quando tinha apenas 18 anos. Naquela época, os sinais eram leves e não despertaram preocupação, especialmente com ela iniciando sua vida universitária. Contudo, em 2023, a situação se agravou bruscamente.
Ela começou a enfrentar dificuldades para caminhar e dirigir com segurança, além de episódios de tontura, dores de cabeça intensas, náuseas e dormência. A memória e os sentidos da visão e audição também foram afetados, impactando suas atividades cotidianas.
“Não conseguia viajar ou sair para jantar; no meu pior momento, nem conseguia dormir sozinha sem me sentir insegura. Minha vivência era completamente diferente da dos meus amigos. Sinto que muitos deles não conseguiam entender a profundidade do sofrimento que eu estava enfrentando”, relembra.
Segundo Savannah, o tratamento com picadas de abelha é considerado um último recurso para quem vive com a doença. Depois de explorar todas as alternativas disponíveis sem sucesso até o final de 2023, ela decidiu seguir esse caminho.
Para isso, ela iniciou um curso sobre como aplicar as picadas em si mesma e recorda como foi desafiador no começo.
“É doloroso e desconfortável; definitivamente não é fácil. Existe um ditado que diz: ‘A terapia com veneno de abelha dói menos do que a doença de Lyme’”, afirma.
Atualmente, Savannah realiza três sessões semanais com 10 picadas por vez, totalizando 30 picadas na semana. Cada sessão leva entre 10 a 15 minutos e ela afirma que esse método trouxe melhorias significativas à sua qualidade de vida. Ela também enfatiza seu compromisso ético ao usar abelhas no final da vida delas, devolvendo aquelas que não utilizará e as que falecem à natureza.
Pela perspectiva médica convencional, o tratamento recomendado para a doença de Lyme envolve o uso de antibióticos. Esses medicamentos são mais eficazes quando administrados nas fases iniciais da infecção. Além disso, anti-inflamatórios não esteroides podem ser utilizados para aliviar dores articulares.
No entanto, vale ressaltar que a prática das picadas de abelhas carece de comprovações científicas sólidas e não é considerada uma abordagem amplamente recomendada pelos profissionais da saúde.
Informações sobre a Doença
— Os sintomas típicos incluem:
- Uma mancha vermelha no local da picada;
- Calafrios;
- Cansaço;
- Dores musculares generalizadas;
- Rigidez no pescoço;
- Dores de cabeça e na garganta.
— As fases do desenvolvimento da doença de Lyme são:
- Fase precoce localizada: caracterizada pela picada do carrapato e pelo surgimento do eritema migratório (EM), com manchas avermelhadas na pele;
- Fase disseminada precoce: marcada pela presença dos sintomas mais comuns que podem ser confundidos com outras condições;
- Fase crônica tardia: esta fase é a mais prolongada entre as três anteriores e pode durar meses ou até anos. Um tratamento adequado é essencial nesta etapa para evitar recorrências dos sintomas e prevenir complicações reumatológicas ou neurológicas graves. O portador da bactéria pode desenvolver novos sintomas relacionados a problemas cardíacos ou distúrbios cognitivos, incluindo paralisia facial (paralisia de Bell).
