O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, causou alvoroço ao compartilhar uma postagem em sua rede social que editava sua página na Wikipédia, atribuindo a ele o cargo de presidente interino da Venezuela, o que se provou ser uma montagem.
Essa publicação aconteceu logo após uma operação militar americana em Caracas, que resultou na deposição do ditador Nicolás Maduro. Maduro e a primeira-dama, Cília Flores, foram levados para os EUA para enfrentar acusações de narcoterrorismo.
O texto editado na página de Trump incluía a frase “presidente interino da Venezuela, em exercício, janeiro 2026” logo abaixo de sua foto, mas a informação não é verdadeira, pois sua página oficial na Wikipédia não contém essa informação.
Após remover Maduro do poder, Trump afirmou ter colocado o governo interino de Delcy Rodríguez sob sua supervisão, alegando que os EUA agora controlam o petróleo venezuelano. O presidente americano inclusive se reuniu com líderes da indústria petrolífera para discutir o futuro da extração de petróleo na Venezuela.
Além disso, Trump também repercutiu uma postagem sugestiva de que o secretário de Estado, Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos, deveria se tornar presidente de Cuba. Em sua conta na Truth Social, Trump republicou a imagem da postagem com a legenda “Por mim, tudo bem!”.
Rubio, nascido em Miami, Flórida, é filho de imigrantes cubanos. Trump declarou que Cuba não terá mais acesso ao petróleo venezuelano e que não precisará mais da segurança cubana em troca do combustível fornecido para a ilha caribenha.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, em resposta às declarações de Trump, afirmou que Cuba tem o direito de importar combustível de mercados dispostos a vender sem interferência externa.
Desde a captura de Maduro, Trump tem interferido ativamente na política da Venezuela e agora parece ter voltado sua atenção para Cuba, que depende do petróleo venezuelano. Cuba, localizada a poucos quilômetros do território americano, tem sido economicamente sancionada pelos EUA desde a década de 1960.
Com todas essas movimentações políticas recentes, a situação na América Latina tem se tornado cada vez mais volátil, com Trump liderando um novo capítulo de interferência externa na região. (Com informações do portal de notícias g1)
