O general da reserva Mario Fernandes, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por participação em trama golpista, foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes a desempenhar atividades profissionais para o Exército Brasileiro. As funções incluem trabalhar na área de doutrina militar, atuando junto à Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército e ao Centro de Doutrina do Exército.
Mesmo cumprindo pena preventiva em uma unidade militar em Brasília desde novembro de 2024, Fernandes poderá revisar produtos doutrinários, produzir textos técnicos sobre história militar e realizar outras tarefas técnicas e acadêmicas. A autorização não altera sua situação prisional, apenas permite o exercício das atividades propostas pelo Exército.
O general da reserva foi condenado a 26 anos e seis meses de prisão por sua participação no plano “Punhal Verde e Amarelo”, que envolvia o assassinato do presidente, vice-presidente e do próprio ministro Alexandre de Moraes. Apesar de admitir ter elaborado o plano, Fernandes nega ter tentado colocá-lo em prática.
A decisão de Moraes destaca a importância do trabalho realizado por pessoas privadas de liberdade como meio de ressocialização e preparação para o retorno à sociedade. Fernandes terá um computador para executar suas atividades, sem acesso à internet, e uma jornada diária de seis horas, de segunda-feira a sábado.
Considerando a natureza das atividades, compatíveis com a formação do general, e o local de custódia, uma unidade militar, a decisão autoriza Fernandes a trabalhar para o Exército. (Com informações do jornal O Globo)
