Após 10 anos de turbulências, Congresso Nacional ganha poder enquanto Executivo enfrenta desafios de coordenação.
Não sem hematomas deixados no meio do caminho, a democracia brasileira atravessou uma sucessão de turbulências na última década, sustos graves que funcionaram como testes de estresse para suas engrenagens institucionais. Impeachment presidencial, recessão profunda, colapso fiscal, avanço do populismo autoritário, pandemia, ataques às instituições e polarização extrema submeteram o presidencialismo de coalizão – arranjo central da governabilidade desde a redemocratização – a uma pressão inédita. O sistema resistiu. Mas resistir não é sinônimo de funcionar bem. Dos escombros dessas crises emergiu uma realidade desafiadora: enquanto o Congresso se hipertrofiou em poder, recursos e iniciativa normativa, o Executivo viu encolher…
