Presidente dos Correios afirma que empresa necessita de R$ 8 bilhões adicionais até 2026

O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, anunciou que a empresa pretende captar mais R$ 8 bilhões em 2026 como parte de seu plano de reestruturação. A forma como esses recursos serão obtidos, se por meio de aporte do Tesouro Nacional ou outra operação de crédito, ainda não foi definida.

A estatal já assinou contrato para um empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos públicos e privados, visto que o pedido inicial era de R$ 20 bilhões. Segundo Rondon, a necessidade de captação de R$ 8 bilhões permanece e será avaliada no próximo ano.

Para alcançar o objetivo de ter contas no azul a partir de 2027, os Correios estão implementando medidas como regularização de dívidas, programa de demissão voluntária para 15 mil funcionários, venda de imóveis, fechamento de agências, revisão da estrutura de salários, entre outras iniciativas.

O presidente afirmou que o resultado negativo da empresa, caso não sejam tomadas medidas corretivas, poderia chegar a R$ 23 bilhões em 2026. Além disso, foram identificados déficits estruturais, patrimônio líquido negativo e prejuízos acumulados até setembro de 2025.

O plano de reestruturação dos Correios está dividido em três fases, sendo que as últimas etapas incluem investimentos em automação, renovação de frota e modernização da infraestrutura. A empresa também planeja fechar cerca de 20% de suas agências e busca parcerias com outras empresas, sem descartar a possibilidade de se tornar uma sociedade de economia mista no futuro.

O presidente do TCU afirmou que o órgão irá fiscalizar de forma contínua o plano de reestruturação dos Correios. O empréstimo feito com garantia do Tesouro Nacional é considerado uma ponte para melhorar a situação financeira da empresa, que ainda enfrenta problemas de caixa.

By Canoas Informa

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