Mercado opera instável em compasso da apuração nos EUA; dólar recua para R$ 5,65

O mercado financeiro opera de forma volátil nesta quinta-feira, 4, no compasso da apuração das urnas nos Estados Unidos. O dólar abriu instável, e próximo das 14h45 era cotado a R$ 5,662, com recuo de 1,72%. Na máxima do dia, a divisa norte-americana bateu R$ 5,764, e na mínima foi a R$ 5,649. Na véspera, também influenciado pelas incertezas na disputa entre Donald Trump e Joe Biden, o dólar fechou com alta de 0,41%, a R$ 5,761. O Ibovespa, o principal índice da bolsa de valores brasileira, mantém viés de alta e avançava 1,96%, aos 97.861 pontos. A alta doméstica acompanha o bom humor nos mercados internacionais. Em Wall Street, os índices da Dow Jones e Nasdaq operam em alta, tendência vista nas bolsas europeias. Na última semana, a moeda norte-americana chegou a bater R$ 5,806, em meio à instabilidade do pleito nos EUA e o avanço da segunda onda do novo coronavírus na Europa.

Desde ontem, os investidores deixaram o temor com a disseminação da Covid-19 para focar as atenções na decisão do comando da principal economia do mundo. Até o fim desta manhã, o democrata Joe Biden mantinha a liderança nas apurações. Trump, porém, chegou a se autodeclarar vencedor da disputa e afirmou que irá à Suprema Corte para garantir a sua continuidade à frente da Casa Branca. O democrata está liderando, ainda que com pequenas margens de diferença, a apuração em dois estados-chave. No Michigan, 49,4% dos votos são favoráveis a ele, contra 49,1% dos votos para o presidente Donald Trump. Wisconsin, por sua vez, possui 49,6% de escolhas favoráveis ao democrata e 48,9% ao republicano. As duas localidades já contabilizaram 95% de suas cédulas até às 12h30 do horário de Brasília desta quarta. Nas eleições de 2016, ambos os estados romperam com as expectativas ao elegerem Trump para a presidência, quebrando assim um longo histórico de preferência por democratas.

A vantagem de Biden em Michigan e Wisconsin pode ser reforçada com o início da contagem dos votos enviados pelo correio, já que estima-se que a maior parte das pessoas que votaram dessa maneira são favoráveis ao partido democrata. A expectativa é que esse fator também favoreça uma virada de Biden sobre Trump na Geórgia, onde até o momento o republicano lidera com 50,5%. Essas conquistas se tornaram essenciais para a campanha democrata depois da derrota na Flórida e em Ohio, onde Biden esperava vencer. Acompanhe a apuração das eleições dos Estados Unidos ao vivo aqui.

 

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