Um estudo brasileiro recente comprovou a eficácia de uma nova pílula única para o tratamento da hipertensão. Esta medicação conta com três ativos e além de controlar a pressão arterial, simplifica a vida dos pacientes ao reduzir a quantidade de remédios a serem consumidos.
O comprimido possui uma fórmula inovadora que combina candesartana, anlodipino e clortalidona, conforme foi apresentado por pesquisadores em um congresso de cardiologia em Madrid, em agosto.
Financiado pela farmacêutica Libbs e conduzido pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, o estudo clínico intitulado “Nova Combinação Tripla em um único comprimido para hipertensão não controlada” revelou que a pressão arterial dos pacientes que tomaram a pílula tripla diminuiu significativamente em apenas 14 semanas.
Segundo Patrícia Guimarães, chefe de ensaios clínicos cardiovasculares no Hospital Israelita Albert Einstein, “Tomar uma pílula tripla melhora a adesão ao tratamento, o que resulta em uma melhor qualidade de vida para os pacientes com hipertensão”.
É comum que pacientes com pressão arterial elevada não sigam corretamente o tratamento devido a diversos motivos, como esquecimento, o que resulta em uma baixa adesão à medicação. A nova pílula, ao simplificar o tratamento, pode ajudar a resolver esse problema.
O próximo passo é submeter a nova pílula à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que possa ser distribuída e comercializada no Brasil.
No estudo, 703 pacientes foram divididos em dois grupos, sendo um grupo que utilizou a nova pílula tripla e outro que consumiu uma medicação já existente no mercado. Os resultados mostraram que o grupo que tomou o novo comprimido teve uma redução significativamente maior na pressão arterial sistólica. As informações são do jornal Correio Braziliense.
