Um total aproximado de 2,8 mil militares dos Exércitos do Brasil e da Argentina estiveram envolvidos no Exercício Combinado Arandu 2026, que ocorreu no estado do Rio Grande do Sul. A atividade contou com a participação de cerca de 2,4 mil soldados brasileiros e 400 argentinos, além de mais de 600 veículos, visando fortalecer a integração e a eficácia operacional das forças terrestres dos dois países.
A fase principal do exercício foi concluída na sexta-feira (16), após uma série de manobras que simularam cenários de combate convencional. As atividades incluíram planejamento militar, coordenação de disparos, movimentações em solo, apoio logístico e operações com tropas especializadas.
Dentre os equipamentos utilizados pelo Exército Brasileiro estavam os carros de combate Leopard 1A5 BR, as viaturas blindadas Guarani e Centauro II, além do sistema de mísseis e foguetes Astros. As forças argentinas empregaram carros de combate TAM 2C-A2 e viaturas blindadas Stryker 8×8, entre outros recursos.
O exercício também abarcou operações aeromóveis, ações das forças especiais e atividades voltadas à engenharia militar. Aeronaves como o KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira e o CASA C-212 da Força Aérea Argentina foram mobilizadas para apoiar as operações realizadas.
Para intensificar o realismo das simulações, os participantes utilizaram dispositivos que empregavam lasers e sensores instalados tanto nos soldados quanto nas viaturas. Essa tecnologia possibilitou a reprodução dos efeitos dos disparos e a avaliação dos resultados das confrontações simuladas. O sistema Fire Marker também foi utilizado para simular o suporte de artilharia.
Durante as manobras, uma força adversária composta por militares brasileiros desempenhou o papel de oposição, desafiando os participantes a tomarem decisões táticas em situações dinâmicas. Observadores e controladores monitoraram as atividades para avaliar tanto o desempenho das tropas quanto os procedimentos executados.
Cooperação militar
O Arandu 2026 marcou a conclusão do terceiro ciclo trienal relacionado à preparação conjunta entre os Exércitos do Brasil e da Argentina. O primeiro ciclo ocorreu entre 2018 e 2020 no Brasil, enquanto o segundo se deu entre 2021 e 2023 na Argentina. O ciclo atual teve início em 2024 com reuniões de planejamento e incluiu exercícios simulativos em 2025 antes da mobilização das tropas e equipamentos neste ano.
Durante essas etapas, os militares dos dois países trocaram conhecimentos, técnicas e procedimentos com o intuito de aprimorar a capacidade de atuação coordenada em operações conjuntas.
O general de Exército Luís Cláudio de Mattos Basto, comandante Militar do Sul, enfatizou a importância dos laços entre as duas forças armadas e a troca enriquecedora de experiências durante o treinamento.
“São dois Exércitos que há muito tempo estão juntos, compartilham valores semelhantes e tradições muito próximas. Estamos sempre trocando doutrinas e conhecimentos. Interoperabilidade é a palavra-chave”, declarou.












