Os parlamentares que apoiam o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva acreditam que é fundamental que o governo utilize os próximos dois meses do ano para aprovar propostas de seu interesse.
O raciocínio é que, com a nova composição do Congresso Nacional, eleita em 2026 e dominada pela oposição, as discussões sobre essas pautas podem se tornar mais complicadas.
Entre as principais prioridades estão a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) relacionada à Segurança Pública, a indicação e confirmação de um novo ministro para o STF (Supremo Tribunal Federal) e um orçamento que atenda às promessas feitas durante a campanha eleitoral.
Além disso, membros do Centrão também desejam aproveitar este período para debater temas como um novo sistema eleitoral, a redução da maioridade penal e até mesmo uma possível reforma no Judiciário.
Conforme declarou um líder governista, o governo Lula pode ser visto em duas fases distintas: a primeira começa nesta semana e se estende até 4 de janeiro, véspera da posse do novo mandato. “Ele [Lula] precisa realizar ações que não conseguirá facilmente na próxima legislatura; é crucial cumprir promessas agora e gerenciar as Casas Legislativas”, ressaltou.
Esse planejamento inclui a intenção de manter Hugo Motta (Republicanos-PB) na presidência da Câmara dos Deputados e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) no Senado. Ambos desempenharam um papel significativo na campanha de Lula, além de servirem como uma estratégia de defesa contra o fortalecimento do PL. Existe ainda a possibilidade de que disputem suas posições com candidatos da direita, como Rogério Marinho (PL-RN), nas eleições para a presidência do Senado.
Com o respaldo do Palácio do Planalto, tanto Alcolumbre quanto Motta teriam ferramentas à disposição para promover suas candidaturas, incluindo a liberação de emendas e a gestão da distribuição de cargos. As eleições para liderar as Casas Legislativas estão agendadas para fevereiro de 2027.












