Durante a abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada nesta terça-feira (22) em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a necessidade de uma atuação mais eficaz da ONU na prevenção e resolução de conflitos globais.
Além disso, Lula reiterou a importância de uma reforma no Conselho de Segurança da ONU, que é responsável por decisões cruciais relacionadas à paz e segurança internacional.
“Esta é a décima vez que abro o debate geral desta Assembleia e atualmente enfrentamos o momento mais crítico das Nações Unidas. Hoje, o que me move é a indignação. A ONU falha em uma de suas missões mais importantes: libertar a humanidade do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão abalada”, declarou.
Ele continuou sua fala ressaltando que “a capacidade de proteger os mais vulneráveis é cada vez menor. O Conselho de Segurança está paralisado e não exerce seu papel”.
Em meio ao aumento das tensões globais, Lula defendeu a busca por negociações pacíficas para resolver guerras. Ele argumentou que a ONU precisa reconquistar sua habilidade de diálogo e mediação, com o objetivo de evitar confrontos armados.
O Conselho de Segurança da ONU é composto por 15 membros, dos quais apenas cinco possuem caráter permanente e direito de veto: Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido. Estes países estão diretamente ou indiretamente envolvidos em conflitos armados.
Com isso, os integrantes permanentes têm o poder de bloquear decisões do conselho mesmo quando há apoio da maioria dos demais membros. Segundo Lula, esse modelo limita a capacidade da ONU de agir frente a crises internacionais e ele defendeu mudanças na estrutura do Conselho para incluir uma maior representação de nações da América Latina, África e outras regiões que atualmente carecem de assento permanente.
