Brasil

Flávio Bolsonaro solicita ao ministro Alexandre de Moraes acesso a inquérito que gera apreensão na campanha

Por Canoas Informa 3 min de leitura

Na terça-feira (20), o candidato à presidência Flávio Bolsonaro, do PL, solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), acesso aos documentos do novo inquérito que está sendo conduzido contra ele, em conexão com o advogado Willer Thomaz.

Segundo informações levantadas, as primeiras impressões sobre a situação são de que a investigação avançou em um ritmo incomum e acelerado, especialmente ao serem comparados os prazos típicos de tramitação na Corte.

De acordo com a campanha, o inquérito foi enviado para o STF no dia 8 de outubro, registrado e distribuído a Moraes em 16 de outubro. Além disso, já estariam ocorrendo diligências antes da abertura da vista ao Ministério Público.

Sendo uma investigação sigilosa, os detalhes sobre seu andamento permanecem desconhecidos. Fontes indicam que o MP deu sinal verde para a abertura da apuração. Contudo, essa situação alarmou a equipe de Flávio, considerando a possibilidade de Moraes tomar alguma decisão ainda nesta semana, o que poderia impactar negativamente a candidatura em um momento próximo ao segundo turno das eleições.

Em contraponto, há quem defenda que a postura visivelmente favorável ao candidato Lula durante o primeiro turno acabou beneficiando Flávio. Assim, caso ocorresse algo semelhante nas proximidades do segundo turno, poderia resultar em efeitos análogos.

Diante desse cenário, também se considera que Moraes poderia optar por adiar a decisão sobre o caso e utilizá-lo como uma ferramenta de negociação política no eventual cenário de vitória de Flávio e um possível movimento para impeachment contra Moraes no Senado, onde o PL (Partido Liberal) deverá ter maioria.

A investigação apura indícios de lavagem de dinheiro relacionados ao advogado Willer Thomaz, amigo pessoal de Flávio, que recebeu autorização para operar uma casa de apostas durante a gestão do então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

Mensagens trocadas entre Flávio e Willer teriam motivado a remessa do caso ao STF. A campanha planeja solicitar acesso aos autos ainda nesta terça-feira. Aliados afirmam que é comum haver comunicação entre os dois devido à amizade próxima e sustentam que não há quaisquer irregularidades envolvendo o candidato.

Em uma declaração oficial, Willer negou qualquer prática ilícita e comunicou que requisitou acesso aos documentos do inquérito para prestar esclarecimentos. Ele também mencionou sua amizade com Flávio, enfatizando que isso não configura crime algum.

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