Fernando Sanchez Resende: “Devemos pensar em como aplicar fontes renováveis de energia na logística”

A demanda global por serviços de transporte cresce rapidamente a cada ano. Estudos preveem que a atividade do tráfego de passageiros e carga, dadas as tendências atuais da indústria de transporte, deve dobrar até 2050. Apesar de indicar progresso social e econômico, este crescimento leva a um aumento no consumo de energia e das emissões de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera. 
 
Para o diretor geral da GES Logística no Brasil, Frederico Sanches Resende, a partir deste dados, é importante pensar em como aplicar fontes renováveis de energia nos meios de transporte. “No setor de transporte aéreo por exemplo, as emissões da aviação aumentaram 70% desde 2005. No entanto, algumas providências já estão sendo tomadas ao redor do mundo visando reduzir o CO2 e prevenir o aquecimento global”, afirma.
 
Segundo Frederico Resende, já existem notícias de aviões que podem voar utilizando fontes de energia renovável, que poderão ser gerada por painéis solares no aeroporto, por exemplo. O primeiro avião comercial elétrico do mundo foi apresentado em Paris em junho de 2019. “Podemos afirmar que, em um futuro não muito distante, o setor de aviação será 100% renovável”, prevê.
 
Já o transporte ferroviário pode ser apontado como um dos meios de transporte mais eficientes em termos de energia para o transporte de cargas e passageiros. De acordo com Frederico Sanches Rezende, no Brasil o modal ferroviário, juntamente como o rodoviário, é de grande importância para a exportação de insumos, possibilitando que cheguem aos portos nacionais. “De modo geral, nosso país ainda depende muito do setor rodoviário para o escoamento de cargas. Cerca de 61% de todas as cargas transportadas passam pelas rodovias nacionais, enquanto que pelo modal ferroviário passam pouco menos de 22%”, afirma Frederico Sanchez Resende. 
 
Em relação ao transporte por veículos automotores como automóveis, ônibus e caminhões, análise da Agência Internacional de Energia (AIE) aponta que os carros elétricos têm um potencial de crescimento significativo. Estima-se que em 2030 pode haver mais de 10 milhões de ônibus e carros elétricos. “Essa projeção indica que devemos nos preparar para muitas mudanças nos próximos anos. A possibilidade de reduzir a poluição emitida pelos veículos de carga nas cidades significa uma grande melhora na qualidade de vida de todos”, conclui Frederico Resende.
 
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