Especialistas alertam para o retorno do culto à magreza extrema na moda

A magreza extrema voltou a ganhar espaço no imaginário coletivo, nas redes e offline. Um relatório da moda mostra que, de quase 9 mil looks apresentados nos desfiles de outono, em 2025, apenas 2% eram de tamanho médio e 0,3%, plus size. Os índices, ainda mais baixos do que os registrados na temporada anterior, reforçam o retorno da magreza como “tendência”.

O aumento do uso de medicamentos para obesidade e diabetes é outro exemplo que motiva estudos sobre as consequências. Especialistas alertam que a prática pode confundir os limites entre o normal e o patológico, e quando a motivação é a magreza, o medicamento deixa de ser um tratamento e passa a funcionar como uma tecnologia de adequação corporal a normas sociais.

O índice de massa corporal (IMC) é um indicador importante para identificar alertas em relação ao peso. Um IMC abaixo de 18,5 em adultos é considerado baixo peso e pode estar associado a problemas como desnutrição, perda de massa muscular, osteoporose e maior risco de mortalidade, de acordo com especialistas.

A preocupação aumenta quando a perda de peso acontece sem acompanhamento profissional ou motivada por distorções de autoimagem. O emagrecimento pode mascarar transtornos alimentares ou levar à desnutrição, causando mudanças significativas no organismo, alertam especialistas.

A valorização social da magreza extrema contribui para a prevalência de transtornos alimentares, como bulimia e anorexia, segundo profissionais da área. Estudos indicam que problemas psicológicos, como depressão e ansiedade, também podem estar associados ao emagrecimento extremo, que apresenta riscos à saúde física e mental.

A restrição alimentar intensa pode levar a deficiências de vitaminas e minerais essenciais, causando danos à saúde. Além disso, a perda acelerada de massa muscular traz consequências como maior risco de quedas, fraturas, resistência à insulina, piora do metabolismo basal e da saúde óssea.

O uso inadequado de medicamentos para emagrecimento sem acompanhamento médico pode resultar em complicações como pancreatite aguda, perda muscular rápida, constipação ou diarreia intensa, alertam os profissionais de saúde. É importante buscar orientação especializada e seguir um estilo de vida saudável para obter benefícios que vão além da balança.

Os efeitos da medicação para obesidade podem variar de acordo com o contexto em que são utilizados. O emagrecimento com acompanhamento profissional, dieta equilibrada e atividade física traz benefícios à saúde cardiovascular, ossos, articulações e bem-estar emocional, destacam os especialistas. Siga as orientações médicas para garantir a eficácia e segurança do tratamento.

By Canoas Informa

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