Nesta segunda-feira (19), o dólar encerrou o dia com uma desvalorização de 0,49%, sendo negociado a R$ 5,047. O Ibovespa, que é o principal índice da Bolsa de Valores brasileira, também apresentou queda de 0,14%, alcançando 205.128 pontos. Os investidores estavam atentos às pesquisas eleitorais, a uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, assim como a indicadores econômicos tanto no Brasil quanto no exterior.
No mercado cambial, a moeda dos Estados Unidos perdeu força após o debate presidencial que ocorreu no domingo (18), entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O evento não gerou alterações significativas na avaliação dos investidores sobre a disputa eleitoral, ajudando a reduzir parte da cautela que vinha se manifestando nas últimas sessões.
As questões eleitorais continuaram sendo um dos principais focos de atenção dos investidores. Uma pesquisa realizada pelo BTG/Nexus e divulgada nesta segunda-feira revelou que Flávio Bolsonaro possui 50,3% dos votos válidos, enquanto Lula está com 49,7%. Essa configuração caracteriza um empate técnico dentro da margem de erro.
O Ibovespa iniciou o dia em alta, mas acabou perdendo força ao longo do pregão. A desvalorização das ações da Petrobras, em linha com a queda do petróleo nos mercados internacionais, impactou negativamente o desempenho do índice. Além disso, os papéis do Bradesco também exerceram pressão sobre os resultados.
Em contrapartida, as ações de empresas dos setores de varejo e construção civil apresentaram ganhos. Destacam-se companhias como C&A, Magazine Luiza, Lojas Renner e MRV entre os bons resultados.
No cenário internacional, os investidores estavam atentos aos dados econômicos da China e às expectativas relacionadas às taxas de juros nos Estados Unidos. As previsões sobre a política monetária norte-americana têm um impacto significativo no fluxo global de capitais e nas moedas dos países emergentes.
No Brasil, o mercado também analisou o Relatório Focus do Banco Central. O documento manteve inalterada a projeção de inflação para 2026 em 5,22%, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), enquanto as estimativas para o crescimento econômico foram revistas para baixo.
A proximidade do segundo turno das eleições presidenciais e as incertezas quanto à condução da política econômica pelo futuro governo continuam a ser monitoradas pelos investidores. A expectativa é que as pesquisas eleitorais e as declarações dos candidatos sobre finanças públicas e medidas econômicas continuem influenciando os negócios nos próximos dias.





