Diversos líderes europeus e latino-americanos estão buscando falar por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para conhecer a posição do Brasil sobre a situação atual na Venezuela, após a prisão de Nicolás Maduro. Auxiliares do presidente afirmaram que entre aqueles que solicitaram uma ligação estão o presidente francês, Emmanuel Macron, e o português Marcelo Rebelo de Sousa, que devem entrar em contato com Lula nesta semana.
Essa série de telefonemas promete uma agenda movimentada para Lula nesta semana, seguindo diversos contatos do presidente com outros líderes estrangeiros nos últimos dias. No próprio sábado em que Maduro foi capturado, em 3 de janeiro, Lula conversou com a agora presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.
Na semana passada, ele também teve conversas por telefone com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, com Gustavo Petro, da Colômbia, e com os primeiros-ministros Pedro Sánchez e Mark Carney, da Espanha e Portugal, respectivamente.
O chanceler Mauro Vieira também recebeu uma série de chamadas de ministros das relações exteriores de outros países. Além do ministro venezuelano das Relações Exteriores, Yván Gil, ele conversou com seus colegas do México, Colômbia, França, África do Sul, Espanha, Irã, Uruguai, Canadá, Noruega, Holanda e União Europeia.
A maioria dos pedidos de ligação para Lula e o chanceler brasileiro Mauro Vieira vem de países europeus e latino-americanos. Segundo fontes do Planalto e do Itamaraty, esses governos estão interessados em conhecer a visão do Brasil para poder definir suas próprias posições em relação à situação atual na Venezuela após os ataques dos EUA.
Essas mesmas fontes afirmam que o Brasil é considerado uma referência e um país que liderou esforços para evitar conflitos. A procura pelo Brasil também se deve à percepção de que o presidente Lula tem diálogo tanto com o governo de Delcy Rodríguez quanto com Donald Trump.
O presidente americano publicou uma montagem no domingo (11) que se assemelha à Wikipedia, na qual ele é listado como “presidente interino” da Venezuela. Essa publicação ocorreu no mesmo dia em que Trump mencionou que seu governo mantém uma relação positiva com a liderança provisória da Venezuela e está aberto a um encontro com a presidente interina do país.
“A situação na Venezuela está indo muito bem. Estamos trabalhando de forma eficaz com a liderança”, declarou Trump a jornalistas durante uma viagem de avião da Flórida para Washington.
Quando questionado sobre a possibilidade de se reunir com Delcy, que foi vice-presidente no governo de Nicolás Maduro, Trump respondeu de maneira ambígua: “Em algum momento, sim”. A publicação na rede Truth Social simula uma biografia na Wikipedia, na qual ele é descrito como presidente interino da Venezuela, sem uma data de término de mandato, acima de sua identificação oficial como presidente dos Estados Unidos desde janeiro de 2025. (Com informações do portal de notícias CNN Brasil)
