Anvisa reinicia avaliação de recurso da Ypê sobre a proibição de produtos nesta sexta-feira

No dia 13 de setembro, a diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu adiar a avaliação do recurso apresentado pela Química Amparo, que controla a marca Ypê. A análise do caso será retomada na próxima sexta-feira, dia 15.

Durante a abertura da 8ª Reunião Ordinária, o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, comunicou que o recurso não seria mais discutido na sessão. Ele mencionou que a agência e a empresa têm mantido reuniões técnicas visando “a mitigação dos riscos sanitários”. O presidente indicou que a expectativa é que a Química Amparo apresente ações para resolver as irregularidades detectadas em sua fábrica.

Safatle destacou que, durante uma fiscalização realizada em abril deste ano, em colaboração com o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e a Vigilância Municipal de Amparo, foram identificadas 76 não conformidades na unidade produtiva. Entre essas irregularidades estava a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes de produtos.

O presidente da Anvisa reforçou um alerta aos consumidores para evitarem os lotes finalizados com o número 1 devido à contaminação. “Reiteramos a recomendação de não utilização dos produtos listados na Resolução 1.834/2026 e sugerimos que busquem o serviço de atendimento da empresa”, declarou.

A Ypê divulgou uma nota informando que está colaborando com a Anvisa “na busca por uma solução definitiva para a suspensão da venda e uso de seus produtos como lava-roupas líquido, lava-louças líquido e desinfetantes com lotes cuja fabricação termina em 1, conforme estipulado pela RE 1.834/2026”.

Representantes da empresa se reuniram com diretores da Anvisa e apresentaram uma atualização sobre o plano de ação, que inclui avanços no processo fabril, reafirmando seu compromisso em seguir todas as recomendações feitas pela agência reguladora.

A empresa informou ainda que está apresentando dados detalhados e laudos técnicos relacionados à microbiologia dos processos produtivos, além de uma análise de risco voltada ao consumidor. Eles solicitaram que a suspensão permanecesse até que todas as correções necessárias fossem implementadas.

Em comunicado emitido posteriormente, a Anvisa revelou que a fábrica localizada em Amparo intensificou os esforços para atender às 239 ações corretivas sugeridas pela Ypê, visando cumprir as exigências estabelecidas pela vigilância sanitária. As ações também levarão em conta inspeções programadas para os anos de 2024 e 2025.

Na reunião estiveram presentes Leandro Safatle, diretor-presidente; Daniel Pereira, responsável pela supervisão da fiscalização; Waldir Beira Júnior, presidente da Ypê; e Jorge Eduardo Beira, COO da empresa.

By Canoas Informa

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