Senado se prepara para decidir sobre o término da escala 6×1 antes do segundo turno

O Senado pode deliberar sobre a extinção da escala 6×1 na semana que antecede o segundo turno das eleições, agendado para o dia 25 de outubro. Em diversos estados, a realização de uma nova rodada eleitoral é considerada praticamente certa. A eleição presidencial, no entanto, ainda está condicionada ao resultado deste domingo. De qualquer forma, a proximidade da votação deve impulsionar o debate e forçar os candidatos a se posicionarem sobre o tema.

A análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) terá início na próxima terça-feira (6). O procedimento requer cinco sessões de discussão antes que a primeira votação ocorra. Fontes indicam que a intenção é realizar essas discussões ao longo da próxima semana, com a votação sendo deixada para a semana seguinte.

Esse cronograma tem relevância especial para Lula (PT), que incluiu o fim da escala 6×1 em seu discurso de campanha. Para Flávio Bolsonaro (PL), essa votação pode desencadear um debate mais complicado. Grupos empresariais e setores da direita levantam preocupações em relação à proposta, principalmente quanto aos possíveis efeitos sobre custos e empregos.

No Congresso, acredita-se que a proximidade do segundo turno influenciará as decisões dos senadores. Na Câmara dos Deputados, apesar das reservas expressadas por alguns membros da oposição, a PEC foi aprovada em maio com uma margem significativa: 461 votos favoráveis contra 19 contrários no segundo turno. Entre os senadores, há um consenso de que há pouco espaço político para se opor à proposta poucos dias antes da eleição.

Essa questão pode impactar estados onde as disputas ainda estão abertas. No Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) estão liderando uma corrida eleitoral com chances de segundo turno. Na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil) também estão envolvidos em uma competição que pode se estender após o domingo (4).

Nessas regiões, a votação no Senado poderá trazer a discussão sobre a 6×1 diretamente para o contexto eleitoral. Os candidatos de diferentes grupos terão que decidir se apoiarão a proposta, farão ressalvas ou tentarão evitar um assunto que estará em pauta no Congresso durante as semanas finais da campanha.

Texto já aprovado na Câmara

Caso não haja alterações na proposta, restará apenas uma fase antes da promulgação: a votação pelo plenário do Senado em dois turnos. Havia expectativas de que essa Casa Legislativa finalizasse a votação na última semana antes das eleições, encerrada no início de setembro, mas não houve consenso naquele momento.

Pelas redes sociais, Motta comemorou a decisão do presidente do Senado. Ele afirmou que após marcos como a CLT e o 13º salário, “o Brasil avança na legislação trabalhista com o apoio e dedicação do Congresso”.

By Canoas Informa

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