Lula propõe mudanças e questiona ações de integrantes do Conselho de Segurança da ONU

Durante sua visita à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressou apoio à inclusão de novos países como membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele criticou os cinco atuais membros permanentes, afirmando que “não demonstram preocupação suficiente com a paz”.

Lula enfatizou a necessidade de uma reforma no Conselho de Segurança da ONU, ressaltando que este não deve ser um privilégio de apenas cinco indivíduos que não se mostram comprometidos com a paz mundial. “É fundamental tornar isso claro publicamente; devemos ter mais países envolvidos […]. Não pode ser uma exclusividade dos cinco que assumiram em 1945”, declarou ele durante uma coletiva de imprensa em Hannover, ao lado do chanceler Friedrich Merz.

O presidente também mencionou a urgência de alterar a Carta e o Estatuto da ONU para facilitar essa renovação. Durante sua passagem pela Europa, Lula tem levantado críticas à organização. Em um encontro da Mobilização Progressista na Espanha, realizado no sábado (18), ele referiu-se aos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU como “cinco senhores de guerra”.

Em sua fala aos líderes mundiais presentes no conselho, Lula fez um apelo: “Eu gostaria de dizer ao presidente Trump, ao presidente Xi Jinping, ao presidente Putin, ao presidente Macron e ao primeiro-ministro da Inglaterra: pelo amor de Deus, cumpram suas obrigações para garantir a paz mundial. Convoquem uma reunião e parem com essa loucura de guerra; o mundo não suporta mais isso”.

Além disso, o presidente criticou as dificuldades enfrentadas na diplomacia para resolver conflitos: “A ONU foi criada após a Segunda Guerra Mundial com um conselho de segurança formado por cinco membros permanentes para assegurar a paz. No entanto, eles se tornaram cinco senhores de guerra; o funcionamento do conselho impede que ações efetivas sejam tomadas. Quando um aprova algo, o outro veta”, disse ele.

Lula chegou ao país na manhã do domingo (19), onde teve um encontro privado com Merz. Ele participou ainda de uma audiência com Martin Schulz, presidente da Fundação Friedrich Ebert, uma instituição política alemã sem fins lucrativos vinculada à social-democracia e fundada em 1925. O presidente também esteve presente na cerimônia de abertura da Feira Industrial de Hannover, evento do qual o Brasil é país parceiro.

A agenda do presidente inclui acompanhamentos dos seguintes ministros: Mauro Vieira (Relações Exteriores), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Alexandre Silveira (Minas e Energia), João Paulo Capobianco (Meio Ambiente e Mudança do Clima) e Luis Manuel Rebelo Fernandes (ministro substituto da Ciência, Tecnologia e Inovação).

By Canoas Informa

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