O Papa Leão XIV condenou o uso da religião para justificar guerras e criticou líderes que promovem conflitos, durante um discurso na celebração do Domingo de Ramos, na Praça de São Pedro, diante de milhares de fiéis. Ele afirmou que Deus não ouve as orações daqueles envolvidos em guerras e rejeita suas súplicas, citando que “suas mãos estão cheias de sangue”.
Sem mencionar nomes, o pontífice fez uma crítica direta àqueles que utilizam argumentos religiosos para validar ações militares, em um momento simbólico para a Igreja Católica. Ele abordou o conflito no Irã, classificando-o como atroz e ressaltando o impacto humanitário sobre as populações locais, especialmente os cristãos no Oriente Médio.
O Papa reforçou sua posição contrária à guerra, destacando Jesus como o Rei da Paz que sempre rejeita a violência. Ele enfatizou que a mensagem cristã está fundamentada na não violência e na entrega, em oposição à lógica dos conflitos armados.
Nos últimos dias, o pontífice tem pressionado por um cessar-fogo imediato e criticado os bombardeios aéreos indiscriminados no contexto do conflito. Ele defendeu soluções diplomáticas e condenou o uso de referências religiosas para justificar ações militares, em um cenário onde autoridades, como o secretário de Defesa dos Estados Unidos, têm recorrido a tais argumentos. (Com informações do jornal O Globo)
