A atividade econômica da Argentina começou o ano com um crescimento de 1,9% em janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado, representando sua segunda alta consecutiva, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).
Em comparação a dezembro, o Indicador Mensal de Atividade Econômica teve um crescimento de 0,4%. O índice para a terceira maior economia da América Latina ficou acima das projeções de analistas, mas abaixo dos números registrados no mês anterior. Já em relação às estimativas de economistas, o resultado está em linha.
O ministro da Economia da Argentina utilizou sua conta oficial na rede social para destacar que, em janeiro, a atividade econômica atingiu um novo recorde histórico. Apesar dos resultados positivos, as disparidades setoriais persistiram, representando uma recuperação gradual e desigual da economia argentina.
Dos 16 setores que são analisados pelo indicador, dez apresentaram crescimento em comparação ao ano anterior. Entre os setores que se destacaram estão a pesca, agricultura, pecuária, caça e silvicultura e extração de minas e pedreiras.
Em baixa
Por outro lado, cinco setores de atividade registraram quedas nesse período, entre os quais se destacaram negativamente o comércio atacadista, varejista e de reparos, eletricidade, gás e água e indústria manufatureira.
Desde que assumiu o cargo, o presidente argentino tem buscado ajustar a economia por meio do estímulo às exportações e cortes nos gastos públicos. Suas políticas ajudaram a derrubar a inflação, mas o crescimento econômico continua irregular.
No entanto, o índice de aprovação do presidente argentino caiu para o nível mais baixo desde que assumiu o cargo, em meio a alegações de corrupção e aumento do desemprego. Enquanto isso, a desaprovação subiu.
“A preocupação com o emprego e a atividade econômica começa a ganhar espaço na opinião pública”, afirma um sócio de consultoria. “Por enquanto, essa inquietação não se transformou em uma demanda direta ao governo e, portanto, ainda não constitui um problema político. No entanto, a experiência mostra que essas mudanças podem ocorrer rapidamente.”
Para esse especialista, o desafio da equipe econômica neste ano será consolidar os avanços em um ambiente mais exigente e complexo, acumulando reservas, sustentando o processo de desinflação e evitando a deterioração da atividade e do emprego.
“Nesse contexto, normalizar implica sustentar três equilíbrios ao mesmo tempo — reservas, inflação e emprego — em um cenário externo que deixa de oferecer margem para erros, e fazê-lo sem erodir o apoio social que sustenta o programa”. (com informações do portal Valor Econômico)
