A recente onda de violência no estado de Jalisco, no México, tem gerado preocupações na Fifa em relação à realização da repescagem da Copa do Mundo de 2026. De acordo com fontes anônimas da federação citadas pelo jornal The New York Times, a instabilidade na região levantou questionamentos sobre a segurança dos jogos programados para ocorrer em Guadalajara em março.
A Fifa está atenta aos conflitos, bloqueios e incêndios que ocorreram na região após uma grande operação das autoridades mexicanas contra o crime organizado. Há a possibilidade de transferência dos jogos da repescagem se a segurança de atletas, comissões, dirigentes e torcedores não puder ser garantida rapidamente.
Apesar das preocupações levantadas, a Fifa tentou minimizar a situação posteriormente. Um porta-voz afirmou que seria “equivocado” falar em preocupações graves neste momento e reiterou a confiança nos países-sede da Copa do Mundo: México, Estados Unidos e Canadá. No entanto, não confirmou de forma definitiva se os jogos classificatórios permanecerão em solo mexicano.
A entidade afirmou que está acompanhando de perto a situação em Jalisco, mantendo diálogo constante com as autoridades locais e federais, e seguirá as orientações de segurança pública. Guadalajara é uma peça fundamental no planejamento do Mundial de 2026, sendo prevista para sediar tanto partidas da fase de grupos como o evento de repescagem intercontinental em março.
As autoridades mexicanas implementaram um alerta máximo nos últimos dias, cancelando eventos de grande porte e reforçando a presença da Guarda Nacional e do Exército na região metropolitana. A expectativa é que a normalidade seja gradualmente restaurada, o que pode tranquilizar a Fifa em relação à segurança dos jogos.
Por enquanto, a entidade não confirma mudanças definitivas, mas nos bastidores há sinais de que compromissos futuros podem ser revistos se a segurança não for totalmente assegurada.
