A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou hoje que o país está pronto para receber de volta todos aqueles que desejam retornar, após a aprovação da lei de anistia na semana passada. Delcy assumiu o cargo após a prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos no início de janeiro.
Desde então, ela tem implementado medidas como a libertação de presos políticos, reformas legislativas e a recente aprovação de uma anistia geral, que representa um avanço em direção a uma Venezuela mais democrática, de acordo com a própria Delcy.
“As portas da Venezuela estão abertas, os braços do povo venezuelano estão abertos para aqueles que desejam retornar neste momento de cura do ódio”, afirmou ela em um discurso transmitido pela televisão. Milhões de venezuelanos migraram nos últimos anos devido à crise política e econômica, incluindo muitos opositores que atualmente vivem no exílio.
Apesar de representar um avanço para a oposição, a lei de anistia não é automática e especialistas em direitos humanos a consideram limitada e insuficiente. Muitos detidos, incluindo militares acusados de atos terroristas, podem não ser beneficiados pela lei.
Delcy agradeceu o apoio recebido à lei, mas criticou “alguns setores” por não compreenderem a situação do país. Ela afirmou que irá revelar no momento certo quem, de luxuosos hotéis nos EUA ou na Europa, está tentando sabotar o processo de paz na Venezuela.
Delcy está enfrentando forte pressão dos Estados Unidos, que alegam estar no controle do país e da comercialização do petróleo venezuelano. Na semana passada, ela se encontrou com o chefe do Comando Sul dos EUA em Caracas, juntamente com os ministros da Defesa e do Interior, Vladimir Padrino e Diosdado Cabello.
“Tive que sentar ao lado dos responsáveis pela prisão de nossos heróis e heroínas em 3 de janeiro. Mas fiz isso pela Venezuela”, afirmou Delcy em seu pronunciamento.
A Venezuela está solicitando a libertação de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que estão presos em Nova York enfrentando acusações de narcotráfico. Maduro se declara um “prisioneiro de guerra”.
