O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua irritação com o suposto ataque que a Ucrânia teria planejado contra a residência do presidente da Rússia, Vladimir Putin. Trump afirmou a repórteres que não achou a situação positiva e ficou bastante irritado com o ocorrido, ressaltando a importância do momento delicado e a inoportunidade de tal ação. Ele destacou a diferença entre ações ofensivas no conflito e um ataque direto à residência de Putin.
Quando questionado sobre provas do suposto ataque, Trump afirmou que estão investigando para descobrir a verdade a respeito desses eventos. Ele informou que soube da tentativa de ataque durante uma conversa telefônica com Putin, que descreveu como positiva. Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, detalhou que o suposto ataque teria sido realizado com 91 drones na região de Novgorod, a aproximadamente 500 km ao norte de Moscou, entre domingo e segunda-feira, embora não esteja claro se Putin estava na residência no momento.
Enquanto as alegações de ataque continuam, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, desacreditou as acusações russas, considerando-as mentirosas e uma tentativa de minar os esforços de paz. Essa polêmica surgiu um dia após a reunião entre Trump e Zelensky na Flórida, na qual manifestaram otimismo em relação a um acordo de paz para a Ucrânia, embora ainda existam obstáculos a serem superados, especialmente relacionados ao controle de territórios.
No que diz respeito à lei marcial imposta na Ucrânia desde o início do conflito com a Rússia, Zelensky apontou que ela será suspensa assim que houver garantias sólidas de segurança e o fim do conflito, deixando claro que tem a intenção de considerar garantias de segurança a longo prazo, discordando do prazo de 15 anos proposto por Trump. Assegurar a segurança e encerrar o conflito são condições essenciais para suspender a lei marcial, que restringe a saída do país para homens de certas faixas etárias.
