O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou na quinta-feira que não descarta a possibilidade de um conflito armado com a Venezuela. Em entrevista por telefone à NBC News, Trump afirmou: “Não descarto essa possibilidade, não”. A declaração foi feita em meio à crescente pressão de Washington sobre o governo de Nicolás Maduro, que incluiu um bloqueio total a petroleiros que se dirigem à Venezuela. Além disso, oito aviões militares americanos sobrevoaram o mar do Caribe em áreas próximas à costa venezuelana.
O voo das aeronaves militares americanas aconteceu no mesmo dia em que Trump fez a declaração sobre a possibilidade de um conflito armado. Especialistas em Defesa acreditam que esse tipo de operação aérea, que envolve aeronaves de vigilância e comando, pode anteceder ou acompanhar ações militares, servindo como uma demonstração de força e de coleta de informações em tempo real.
A presença dos aviões militares reforça a percepção de que a postura mais rígida de Trump não é apenas retórica. O sobrevoo ocorreu logo após o bloqueio a petroleiros venezuelanos e o aumento das acusações dos EUA de que o governo Maduro financia o narcotráfico com recursos do petróleo. Esse movimento é interpretado por analistas como uma escalada calculada para aumentar a pressão militar sem anunciar formalmente uma ação armada direta.
Além disso, Trump declarou que haverá novas apreensões de petroleiros perto das águas venezuelanas, após a recente apreensão de um navio na costa da Venezuela. O presidente dos EUA se recusou a esclarecer se a destituição de Maduro é seu objetivo final. A campanha de pressão de Trump sobre Maduro também envolve uma presença militar reforçada na região e ataques militares contra embarcações no Oceano Pacífico e no Mar do Caribe, que resultaram em mortes. Washington alega que essas ações visam embarcações relacionadas ao narcotráfico.
