O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um alerta a Cuba neste domingo (11), pedindo para que o país “faça um acordo” ou enfrente consequências não especificadas. Ele também afirmou que o fluxo de petróleo e dinheiro venezuelanos para Havana seria interrompido.
Trump afirmou em sua plataforma Truth Social: “NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO NEM DINHEIRO INDO PARA CUBA – ZERO! Sugiro fortemente que eles façam um acordo, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS.”
O presidente americano já havia mencionado anteriormente que o ataque à Venezuela era uma mensagem direta para Cuba. Após a operação militar que resultou na queda de Nicolás Maduro, Trump criticou a gestão do presidente Miguel Díaz-Canel, que assumiu o governo em 2018.
“Cuba é um caso interessante, não está indo muito bem agora. Esse sistema não tem sido muito bom para Cuba. O povo lá tem sofrido por muitos, muitos anos. Cuba é uma nação falida, e queremos ajudar o povo”, disse Trump a jornalistas no dia 3 de janeiro.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, também comentou sobre a situação, afirmando que o recado de Trump a Cuba deve ser levado a sério. “Cuba é um desastre. É administrada por homens incompetentes e senis, e em alguns casos, não senis, mas incompetentes. No entanto, não há economia. É um colapso total”, declarou Rubio.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, respondeu afirmando que Cuba é uma nação livre, independente e soberana, e que ninguém dita o que o país deve fazer. Ele enfatizou que Cuba está preparada para se defender até a última gota de sangue.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, também se pronunciou nas redes sociais, destacando que Cuba tem o direito de importar combustível dos mercados disponíveis e desenvolver suas relações comerciais sem interferência externa.
Rodríguez acrescentou que os EUA se comportam como uma potência hegemônica criminosa e descontrolada, ameaçando a paz e a segurança não só em Cuba, mas em todo o mundo.
