Na manhã desta terça-feira (16), o senador Flávio Bolsonaro visitou Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e alertou sobre o risco de saúde “grave” do ex-presidente. Ele reforçou o pedido da defesa de Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, para uma “intervenção cirúrgica” para tratar duas hérnias.
Flávio explicou que as hérnias foram descobertas após Bolsonaro sentir dor na perna direita, constatando o mesmo problema na perna esquerda. Segundo o senador, a operação precisa ser feita em ambas as pernas.
O senador solicitou sensatez ao relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, para evitar a impressão de negligência com a saúde de Bolsonaro. Ele destacou a urgência da intervenção cirúrgica solicitada pelos médicos e criticou a demora do relator em providenciar o cuidado necessário.
Flávio também mencionou que o pai estava bem-humorado e disposto durante a visita desta terça-feira.
Na semana passada, a defesa de Bolsonaro solicitou sua transferência para um hospital em Brasília para realizar o procedimento cirúrgico. Como resposta, o ministro Moraes determinou uma perícia médica independente, agendada para o dia seguinte.
Além disso, os advogados pediram ao ministro autorização para que um médico realizasse um ultrassom nas regiões inguinais do ex-presidente, o que foi concedido e realizado no domingo (14). Após o exame, a equipe médica reforçou a necessidade da cirurgia para tratar as hérnias.
Os médicos enfatizaram a gravidade do estado de saúde de Bolsonaro e a incompatibilidade do quadro clínico com a permanência na prisão. Eles ressaltaram a necessidade da internação hospitalar para realizar a cirurgia, prevista para durar de cinco a sete dias.
Diante dos novos elementos médicos apresentados, a defesa solicitou ao ministro Moraes que considere a possibilidade de prisão domiciliar humanitária, levando em conta a situação de saúde do ex-presidente.
