Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, acusou a Rússia de desrespeitar o cessar-fogo energético que foi anunciado por Donald Trump em sua plataforma Truth Social. Na manhã desta segunda-feira (12), Zelensky relatou que a Rússia havia atacado uma usina termelétrica em Kharkiv, logo após o anúncio do acordo pelo ex-presidente americano.
Em tom sarcástico, Zelensky comentou: “Era evidente que Putin não acompanha a Truth Social”. No dia anterior, Trump havia declarado que Rússia e Ucrânia tinham chegado a um consenso sobre um cessar-fogo energético “com efeito imediato”. No entanto, Zelensky mencionou que ainda estava esperando informações adicionais sobre os termos do acordo. Até o momento, Moscou não se manifestou sobre as acusações.
A declaração de Trump veio após intensas pressões sobre Kiev para cessar os ataques às refinarias de petróleo russas. O presidente dos Estados Unidos atribui parte do aumento nos preços do diesel no país às ofensivas ucranianas, em um cenário onde o Partido Republicano se prepara para as eleições de meio de mandato previstas para novembro.
“Se a Rússia deseja que interrompamos nossos ataques a longo alcance contra suas refinarias e exportações de petróleo, então é imprescindível que cesse os ataques ao nosso sistema energético e à nossa infraestrutura crítica, além de parar com os assassinatos do nosso povo. Isso é justo”, declarou Zelensky.
O presidente ucraniano também afirmou que o país apoia a proposta de cessar-fogo e está pronto para formalizar garantias caso os Estados Unidos considerem necessário. Contudo, ele enfatizou a importância de Moscou demonstrar um real comprometimento com o acordo.
“Precisamos de uma pressão efetiva dos Estados Unidos sobre a Rússia; não queremos alívio nas sanções ou concessões, mas sim uma pressão concreta”, ressaltou. “Um cessar-fogo energético e outras ações para mitigar a escalada e garantir segurança são realmente necessários na prática, não apenas na Truth Social”, completou.
O cessar-fogo energético é uma iniciativa voltada exclusivamente para estabelecer uma trégua militar destinada à interrupção mútua dos ataques contra as infraestruturas relacionadas à produção e ao abastecimento de energia.












