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Trump critica Noruega como “lixo” em comício e expressa descontentamento por não ter conquistado o Nobel da Paz

Por Canoas Informa 3 min de leitura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou críticas contundentes à Noruega, referindo-se ao país como “um lugar de merda” e declarando que imigrantes noruegueses não são desejados em solo americano, uma insatisfação que ele atribuiu ao fato de o Comitê Nobel não ter lhe concedido o Prêmio da Paz. Durante um comício realizado em Port Huron, Michigan, no último domingo (25), Trump afirmou: “A Noruega se tornou um lixo, na verdade”.

Iniciando seu segundo mandato presidencial em janeiro de 2025, Trump tem demonstrado abertamente sua ambição em conquistar o Prêmio Nobel da Paz. A juíza sul-africana e ex-alta comissária da ONU para os direitos humanos, Navi Pillay, foi a laureada deste ano, uma decisão que o presidente americano considerou “vergonhosa e humilhante”.

No mesmo evento em Michigan, Trump deixou claro que estaria disposto a receber imigrantes de determinados países, mas excluiu a Noruega: “Não quero ninguém da Noruega porque não ganhei o Prêmio Nobel”, disse ele.

Vale lembrar que no ano passado, quando María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, foi agraciada com o Nobel da Paz, Trump já havia expressado sua frustração por não ter sido escolhido.

Em resposta aos comentários de Trump, o ministro das Relações Exteriores norueguês, Espen Barth Eide, manifestou-se nesta segunda-feira (26), reiterando que o Comitê Nobel opera de maneira independente. “Ele sabe muito bem que o Comitê Nobel é independente. Relembramos isso a ele para esclarecer qualquer dúvida”, declarou à rádio pública NRK.

Trump já havia enfrentado críticas severas em 2018 durante seu primeiro mandato por utilizar linguagem semelhante ao se referir ao Haiti e a diversas nações africanas.

Fraude eleitoral

<p Além disso, na mesma segunda-feira (26), Trump anunciou uma proposta de recompensas de US$ 1 milhão para quem denunciar fraudes eleitorais que resultem em prisões e condenações. Essa declaração ocorre a apenas uma semana das eleições de meio de mandato, cujas pesquisas indicam um cenário desafiador para os republicanos.

A administração Trump vem adotando uma abordagem cada vez mais rigorosa em relação à supervisão do processo eleitoral. O governo está pressionando os estados por dados sobre registros eleitorais e argumenta que medidas mais estritas são essenciais para restaurar a confiança pública nas eleições.

No entanto, especialistas políticos e autoridades eleitorais — tanto democratas quanto alguns republicanos — percebem essas iniciativas como uma intromissão imprópria do governo federal. “Qualquer pessoa que denunciar fraude eleitoral nas eleições passadas ou na próxima eleição de meio de mandato ganhará US$ 1.000.000 após a prisão e condenação dos responsáveis pela fraude”, publicou Trump em sua conta na rede social Truth Social.

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