A prática de “speed-watching” consiste em reproduzir conteúdo audiovisual em velocidade superior à original para reduzir sua duração, tornando-se um hábito generalizado em plataformas como WhatsApp, Netflix e Prime Video.
Esse fenômeno reflete o ritmo acelerado da vida cotidiana e a necessidade de otimizar o tempo, influenciando a forma como os produtos culturais são consumidos. A pressão para não ficar de fora da conversa social e o medo de exclusão incentivam essa prática, relacionada ao conhecido FOMO.
No entanto, uma neurologista alerta para as implicações desse hábito no processamento cognitivo, atenção e aprendizado. Aumentar a velocidade de reprodução pode prejudicar a capacidade de processar informações de forma eficaz, impactando especialmente os jovens em fase de desenvolvimento cerebral.
Além disso, o “speed-watching” pode gerar distúrbios emocionais, diminuir a capacidade de desfrutar de atividades de lazer e alterar funções como a concentração e a consolidação da memória. A pressa para consumir conteúdo pode acabar transformando formas de lazer em processos acelerados associados à produtividade.
