Nesta segunda-feira (20), durante uma coletiva de imprensa na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou suas dúvidas sobre a possibilidade do Irã estar desenvolvendo armas nucleares. Ele afirmou: “Estamos retornando à antiga narrativa de que o Irã está buscando fabricar uma bomba atômica. Não acredito nisso. Assim como não acreditei quando Bush decidiu invadir o Iraque, alegando que Saddam Hussein possuía armas nucleares. Frequentemente, as pessoas criam mitos infundados para justificar posturas irresponsáveis e inaceitáveis”.
A declaração foi feita ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, em resposta a questionamentos de um repórter sobre alternativas para pôr fim ao conflito.
O presidente brasileiro também enfatizou a importância do diálogo e da cooperação internacional, além de criticar os altos investimentos em armamentos e guerras. “Não seria mais sensato que os líderes globais, que controlam o arsenal bélico mundial, refletissem sobre a paz em vez de focarem na guerra?”, indagou Lula.
Os ataques dos Estados Unidos contra o Irã têm sido justificados como uma tentativa de evitar que o país desenvolva armas nucleares.
Embora Teerã tenha intensificado o enriquecimento de urânio em níveis próximos aos necessários para a construção de armas nucleares, o governo iraniano assegura que seu programa nuclear é destinado a fins civis.
Agenda Europeia
O presidente Lula chegou em Hannover, na Alemanha, na manhã do domingo (19), onde se reuniu em particular com Merz.
Além disso, ele participou de uma audiência com Martin Schulz, presidente da Fundação Friedrich Ebert, uma entidade política sem fins lucrativos da Alemanha fundada em 1925 e relacionada aos princípios da social-democracia.
Lula também esteve presente na cerimônia inaugural da Feira Industrial de Hannover, evento no qual o Brasil é um dos países parceiros.
A equipe que acompanha o presidente inclui o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; o ministro da Fazenda, Dario Durigan; Márcio Elias Rosa, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia; João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima; além do ministro substituto da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luis Manuel Rebelo Fernandes.
