Lula cogita indicar advogado da Petrobras para cargo de ministro da Justiça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicará o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Wellington, que já fez parte do governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e possui boa relação no Supremo Tribunal Federal (STF), substituirá o ex-ministro Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo na última sexta-feira (9).

Além de Wellington, outros cotados para a posição eram o ministro da Educação, Camilo Santana, e o atual ministro interino, Manoel Carlos de Almeida Neto. Também estavam na disputa o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius de Carvalho, e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Prerrogativas.

A escolha de Wellington representa uma vitória para o grupo baiano ligado a Lula, que inclui o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social).

Jaques Wagner foi fundamental para a indicação de Wellington, já que quando governador da Bahia, o advogado-geral da Petrobras fazia parte de sua equipe como promotor-geral de Justiça.

Em março de 2016, por 11 dias, Wellington ocupou o cargo de ministro da Justiça de Dilma. Na época, Wagner era uma figura importante no governo, atuando como Casa Civil. No entanto, devido a uma decisão do STF que proibia acumular cargos no Executivo e no Ministério Público, Wellington optou por permanecer no MP.

No governo de Lula, Wellington foi secretário especial para Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil entre janeiro de 2023 e maio de 2024. Nesse período, estabeleceu conexões com o STF e outras autoridades jurídicas, além de se aproximar de Lula. Posteriormente, ele se tornou advogado-geral da Petrobras, indicado pelo próprio presidente.

Atualmente, os sinais no Palácio do Planalto apontam que o Ministério da Justiça e Segurança Pública não sofrerá alterações. Lula pretende dividir a pasta apenas se a PEC da Segurança Pública for aprovada.

Um grupo do governo argumenta que, sem a aprovação da emenda, não há clareza sobre as responsabilidades do poder federal na área e o Ministério da Segurança Pública não teria efetividade. Por outro lado, há quem enxergue a criação da pasta como uma oportunidade de melhorar a imagem do governo perante a opinião pública, demonstrando foco no tema às vésperas das eleições.

(Com informações do O Estado de S.Paulo)

By Canoas Informa

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