Na última quarta-feira (30), o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, destacou que a possibilidade de uma nova adesão do Reino Unido à União Europeia (UE) pode ser considerada como uma das alternativas para o futuro das relações entre as duas partes. Em um discurso proferido na terça-feira (29) durante o congresso do Partido Trabalhista em Liverpool, ele expressou sua intenção de apresentar “diversas opções” para as futuras interações com a UE, antecipando uma reunião de cúpula prevista para ocorrer até o final deste ano.
Ao ser questionado na BBC Radio 4, Burnham falou sobre a chance de manter a atual situação, caso haja um consenso público para isso, e também mencionou a possibilidade de retornar à união aduaneira ou ao mercado único. Ele ainda sugeriu que o Reino Unido poderia optar por se reintegrar totalmente à UE.
“Certamente, há diversas alternativas que devemos considerar. É essencial avaliar a viabilidade de cada uma delas, assim como suas respectivas vantagens e desvantagens”, comentou o primeiro-ministro, sem revelar qual opção seria sua preferência pessoal.
Danos ao país
<pBurnham, que foi um opositor da saída do Reino Unido da UE em 2016, afirmou na terça-feira que “o Brexit trouxe mais malefícios do que benefícios” ao país, especialmente sob a perspectiva econômica.
Antes de assumir o governo, em junho passado, Burnham manifestou sua esperança de que o Reino Unido retorne à UE.
Limites estabelecidos
O Partido Trabalhista assumiu o poder em 2024 com uma agenda que previa uma aproximação com a UE; no entanto, estabeleceu três limites: não reingressar na união aduaneira, não retornar ao mercado único e não restabelecer a livre circulação de pessoas.
A cúpula entre a UE e o Reino Unido estava inicialmente agendada para julho, mas teve que ser adiada após a renúncia do então primeiro-ministro Keir Starmer naquele mês. Burnham sucedeu Starmer tanto na liderança do partido quanto no cargo de chefe de Governo.
Um dos assuntos delicados que será abordado na próxima reunião diz respeito à política da UE chamada “Made in Europe”, que prioriza empresas e produtos associados à aliança em certos setores. O Reino Unido busca receber tratamento semelhante para suas companhias. As informações são provenientes da agência de notícias AFP.





