Janja fecha acordo e receberá R$ 5 mil após ofensas de conselheiro corintiano

A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, concordou em receber R$ 5 mil para pôr fim à ação de danos morais movida contra Manoel Ramos Evangelista, popularmente chamado de Mané da Carne, que já foi conselheiro vitalício do Corinthians.

O caso está sendo analisado na 3ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros, em São Paulo.

Em 27 de agosto, as partes solicitaram a homologação do acordo. A Justiça então estabeleceu um prazo de 15 dias, a partir de 16 de setembro, para que a defesa de Evangelista se manifeste sobre o cumprimento dos termos acordados. Os pormenores desse entendimento permanecem em sigilo.

A ação judicial foi iniciada em janeiro de 2023. No pedido inicial, Janja reivindicou uma indenização mínima de R$ 50 mil, além de uma retratação pública e a divulgação completa de qualquer sentença condenatória nas redes sociais do réu.

Publicação

A postagem que desencadeou o processo ocorreu na primeira semana de dezembro de 2022, após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e antes da sua posse como presidente.

Nela, Mané da Carne se dirigiu a Janja chamando-a de “putana” e fez comentários depreciativos sobre Lula. Após ser confrontado por um usuário das redes sociais, o ex-conselheiro manteve suas ofensas direcionadas à futura primeira-dama.

A publicação foi removida posteriormente; no entanto, a defesa de Janja argumentou que o conteúdo havia sido preservado por meio de reportagens e ganhou ampla repercussão nacional.

Misoginia

No processo, Janja alegou que as ofensas ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e feriram sua honra e imagem. A defesa argumentou que as declarações tinham um teor machista e misógino.

“Com seu tom ofensivo, o réu tenta desmerecer o papel da mulher e da profissional que a autora representa na sociedade brasileira.”

O documento jurídico também mencionou um incidente ocorrido em novembro de 2021, quando Evangelista foi acusado de fazer comentários machistas sobre uma membro do Conselho Deliberativo do Corinthians. Este caso foi arquivado pelo Conselho de Ética do clube em dezembro daquele mesmo ano.

Ex-conselheiro

Na sua defesa no processo, Mané da Carne afirmou ter recebido uma montagem que falsamente associava Janja a uma imagem com conotação sexual. Segundo ele, esse conteúdo enganoso o levou ao erro.

Evangelista também alegou estar enfrentando problemas de saúde e utilizava medicamentos que poderiam afetar sua capacidade mental. Apesar das ofensas dirigidas a Janja e Lula, declarou seu apoio ao presidente.

Ele expressou arrependimento e reconheceu que sua publicação foi “infeliz e inadequada”.

Em outro incidente, em 2024, a Polícia Civil de São Paulo solicitou o indiciamento de Evangelista sob suspeita de injúria racial contra dois conselheiros do Corinthians. Ele refutou as acusações afirmando ter utilizado outra expressão. (Com informações do portal Congresso em Foco)

By Canoas Informa

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