Instituições públicas se unem para proteger Banco Central no caso envolvendo Banco Master.

Os bancos públicos e de fomento fecharam o círculo das instituições financeiras que saíram em defesa do Banco Central (BC) no episódio da liquidação do banco Master. Nessa segunda-feira (29), a ABDE (Associação Brasileira de Desenvolvimento) divulgou um manifesto pela preservação da autoridade técnica e do pleno e autônomo exercício das funções do BC.

Febraban (Federação Brasileira de Bancos), ABBC (Associação Brasileira de Bancos), Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), entre outras associações que representam instituições privadas, também manifestaram apoio ao regulador.

“A credibilidade e autonomia decisória do regulador são essenciais para a continuidade das atividades do setor bancário, para a proteção dos agentes econômicos, especialmente pessoas físicas mais vulneráveis a cenários de incerteza”, disse a ABDE.

“A preservação do mérito técnico, impessoal e baseado nos princípios que regem as boas práticas de gestão nas decisões de órgãos reguladores é resultado de décadas de amadurecimento institucional e é fundamental para garantir a credibilidade e solidez do setor bancário, que tem contribuído de forma inequívoca para o crescimento econômico e institucional do país.”

O BC passou a ser questionado na liquidação do Master e terá que participar de uma acareação convocada pelo ministro do STF Dias Toffoli nesta terça-feira (30).

Na audiência estarão presentes o diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, o dono do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa.

O objetivo de Toffoli é confrontar versões sobre a atuação do regulador diante dos indícios de fraudes na operação frustrada pelo BC de venda do Master para o banco brasiliense.

Os advogados de Vorcaro moveram uma ação na Justiça Federal de Brasília questionando o processo de liquidação do BC e o ministro Toffoli avocou (chamou para si) o caso.

Esse processo tramita em meio a especulações sobre supostas falhas do regulador, que se estenderam desde a gestão de Roberto Campos Neto, na supervisão de emissão de títulos de renda fixa do Master.

Os CDBS (Certificados de Depósitos Bancários), que foram o núcleo da insolvência do banco de Vorcaro, prometiam rendimentos acima de 120% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). No mercado, o mais comum é encontrar esses títulos com remuneração inferior a 100% do CDI. (Com informações do colunista Júlio Wiziack, do portal de notícias UOL)

By Canoas Informa

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