O furacão Isaías causou a morte de pelo menos quatro pessoas e deixou um rastro de destruição ao atingir a costa do Golfo do México, nos Estados Unidos, trazendo ventos fortes e chuvas torrenciais. Neste sábado, o sistema perdeu intensidade ao avançar sobre o Alabama e foi reclassificado como ciclone pós-tropical pelo Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA.
Na noite de 9 de outubro, Isaías atingiu a região próxima à popular localidade turística de Destin, na Flórida, como um furacão de categoria 2 na escala Saffir-Simpson, que varia de 1 a 5. Na ocasião, os ventos sustentados alcançavam os 165 km/h.
No estado da Flórida, duas mortes foram registradas no condado de Escambia: uma mulher faleceu quando uma árvore colidiu com sua casa, enquanto um homem morreu em sua garagem enquanto operava um gerador. Além disso, a governadora do Alabama, Kay Ivey, confirmou também duas fatalidades nesse estado.
A infraestrutura elétrica sofreu severos danos devido ao fenômeno. Mais de 500 mil consumidores ficaram sem energia na tarde de sábado, principalmente nas regiões da Flórida e Alabama. A passagem do furacão resultou em caminhões tombados, postos de combustível danificados, árvores derrubadas e telhados destruídos pela força dos ventos.
Ainda que tenha perdido força, o sistema continuava representando riscos significativos. O NHC emitiu alertas sobre a possibilidade de chuvas intensas em áreas do noroeste da Flórida, sul do Alabama e Geórgia. As previsões indicavam que algumas localidades poderiam acumular entre 100 mm e 200 mm de chuva, além de um aumento adicional no nível dos rios e novos alagamentos.
Em Mary Esther, uma das áreas afetadas, os residentes começaram a limpar os escombros e avaliar os danos causados. Em resposta à situação emergencial, as autoridades estaduais declararam estado de emergência e realizaram evacuações preventivas em regiões consideradas vulneráveis.
A passagem do ciclone também trouxe impactos significativos para o setor energético. De acordo com informações oficiais, cerca de dois terços da produção de petróleo e mais da metade da produção de gás natural na região do Golfo do México estavam paralisados na sexta-feira.
Isaías foi o primeiro furacão da temporada atlântica deste ano e o primeiro a atingir o território continental dos Estados Unidos desde Milton em 2024. A temporada oficial de furacões no Atlântico inicia-se em junho e se estende até novembro. Em 2023, a atividade ciclônica foi caracterizada como excepcionalmente tranquila devido à influência do fenômeno El Niño.
Esse fenômeno altera a circulação atmosférica e tende a aumentar o cisalhamento vertical do vento sobre o Atlântico tropical, dificultando assim a formação e intensificação de ciclones tropicais. Em contrapartida, no Pacífico, o El Niño resulta em um número maior de tempestades tropicais e furacões comparado à média habitual.












