O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo partido PL-RJ, teve uma viagem frustrante aos Estados Unidos recentemente. Ele não conseguiu um encontro com membros importantes da Casa Branca, como planejado. Ao lado de seu irmão Eduardo Bolsonaro, também do PL, Flávio tentou uma foto com Marco Rubio, secretário de Estado do governo Trump, mas a invasão da Venezuela por tropas americanas no início do ano atrapalhou seus planos.
O objetivo do encontro era mostrar apoio do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro ao governo dos Estados Unidos e reafirmar sua posição no campo da direita. Isso também teria como intuito diminuir a chance de surgimento de outro nome na mesma linha política. A tentativa, no entanto, não foi bem recebida pelo Centrão, que ainda vê Flávio com ressalvas, apesar de considerarem sua candidatura como algo inevitável, devido às recentes pesquisas de intenção de voto.
Flávio pretende retornar aos Estados Unidos em abril para uma série de eventos pelo país. Ele planeja se posicionar mais ao centro e cogita convidar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para acompanhá-lo, na tentativa de se mostrar como um nome de centro-direita.
Antes da viagem aos EUA, Flávio participou de um evento de fim de ano em Orlando, organizado por André Valadão. Oficialmente, a viagem era para visitar o irmão. Ele deve voltar ao Brasil em breve.
Durante a viagem, Flávio transmitiu um recado do pai, Jair Bolsonaro, para Eduardo, sobre a importância da união entre os filhos e evitar conflitos com membros do Centrão ou do PL. Flávio teve que esclarecer um mal-entendido causado por um comentário elogioso sobre Eduardo, afirmando que ele seria um excelente ministro das Relações Exteriores, o que gerou desconforto entre os membros do partido.
Eduardo, por sua vez, participou da posse de Donald Trump e buscou apoio para amenizar a pena de seu pai antes do julgamento por participação em um suposto golpe. Após sanções comerciais impostas ao Brasil serem reduzidas devido a suposta injustiça contra Bolsonaro, a relação entre Trump e Lula se fortaleceu, resultando em acordos favoráveis ao Brasil, como a retirada de sanções contra membros do STF. (Com informações do jornal O Globo)
