Um estudo publicado recentemente mostrou que pessoas que dançam frequentemente têm um risco 76% menor de desenvolver demência. De acordo com os pesquisadores, a dança combina exercício, criatividade, equilíbrio e conexão social, elementos associados à longevidade.
Atividades físicas como natação e caminhada também mostraram benefícios, mas não tão significativos quanto a dança.
O estudo teve início nos anos 1980 com quase 500 pessoas com idades entre 75 e 85 anos. Os participantes passaram por avaliações neuropsicológicas e responderam a questionários sobre saúde e estilo de vida, sendo acompanhados ao longo das décadas seguintes.
A dança envolve desafios cognitivos, coordenação motora, equilíbrio e interação social, proporcionando ao cérebro um exercício multifacetado. Além disso, pode ser terapêutica para distúrbios de movimento como a doença de Parkinson.
Estudos anteriores mostraram que atividades baseadas em dança reduzem o risco de quedas em idosos e que ouvir música regularmente também pode contribuir para a prevenção da demência.
Embora não haja uma solução mágica para evitar a demência, manter-se ativo fisicamente e mentalmente pode ser benéfico para a saúde do cérebro. É importante ressaltar que essas atividades não devem ser encaradas como uma obrigação.
