Os Estados Unidos estão empenhados em perseguir o enorme petroleiro enferrujado que foi avistado próximo à Venezuela no último final de semana, mesmo em águas internacionais. Autoridades avaliam a possibilidade de enviar recursos adicionais para a região com o objetivo de abordar o navio à força, conforme fontes familiarizadas com o assunto.
Não há expectativa de que o Bella 1 retorne ao país para carregar petróleo, uma vez que está sendo seguido pelas Forças Armadas dos EUA e pela Guarda Costeira. Há a possibilidade de o governo desistir da tentativa de apreender a embarcação, mas por enquanto considera enviar uma equipe especializada, o Maritime Special Response Team, para assumir o controle do petroleiro.
A Casa Branca classifica o Bella 1 como uma “embarcação da frota fantasma”, sujeita a sanções dos EUA e navegando sob falsa bandeira. Há uma ordem judicial para apreendê-lo, mas o navio se recusou a parar quando interceptado pela Guarda Costeira, fugindo em direção ao Oceano Atlântico desde então.
A perseguição é resultado da decisão do presidente Donald Trump de impor um “bloqueio” a petroleiros venezuelanos sancionados, como forma de enfraquecer a principal fonte de renda do presidente Nicolás Maduro. A estratégia visa pressionar o líder autoritário a se afastar do poder.
Apesar do reforço militar ordenado por Trump nas águas do Caribe, próximo à Venezuela, ainda não houve ordens para ataques terrestres. Durante uma ligação para tropas a bordo do USS Gerald Ford, o presidente mencionou a região como um “lugar interessante” e indicou a intenção de avançar para o território.
No entanto, a prioridade no momento é fazer cumprir as restrições ao petróleo venezuelano, incluindo a interceptação de navios, o que já resultou na evasão de alguns petroleiros da região. Enquanto o Bella 1 continua se afastando da Venezuela, vazio, não há pressa para abordá-lo, ao contrário de petroleiros anteriores que foram interceptados com sucesso.
O Bella 1 tem ligações com petróleo iraniano sancionado e com diversos grupos aliados do Irã. A tripulação não parou a embarcação nem se submeteu à abordagem da Guarda Costeira, diferentemente de outras situações semelhantes. As informações são da CNN.
