O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira (19). Eles discutiram o convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar um “Conselho de Paz” para a Faixa de Gaza.
A decisão de Lula ainda não foi tomada e não há um prazo estabelecido para aceitar ou recusar o convite. O Palácio do Planalto está analisando os termos do documento enviado à Embaixada do Brasil em Washington.
O presidente e sua equipe estão revisando cuidadosamente o documento, analisando as implicações de aceitar a proposta. Alguns pontos a serem considerados incluem os objetivos do conselho, a seleção dos países participantes, as opiniões dos países sobre a guerra e possíveis custos financeiros das decisões tomadas.
Dúvidas
O anúncio da criação do conselho foi feito na semana passada. A Casa Branca informou que o conselho discutirá questões como fortalecimento da governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital.
Diplomatas afirmam que há muitas incertezas a serem esclarecidas antes de o Brasil decidir aceitar ou não o convite. É importante consultar outros países relevantes antes de tomar uma decisão sobre esse assunto importante.
Atritos com Israel
Em discursos, Lula já acusou o governo de Benjamin Netanyahu de praticar genocídio contra o povo palestino. O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, criticou as ações militares israelenses em Gaza, classificando-as como carnificina.
O Conselho de Trump
O “Conselho de Paz” é visto como essencial na segunda fase do plano dos EUA para encerrar a guerra na Faixa de Gaza. O presidente Trump enfatizou a importância deste conselho, que contará com a participação de várias autoridades.
