Elirio Dambros fala sobre prós e contras do uso de fraldas descartáveis

Que as fraldas descartáveis vieram para facilitar a vida dos pais, disso ninguém tem dúvida. No entanto, ainda se investiga os impactos causados pelo seu uso na saúde e no meio ambiente. Para o empresário Elirio Dambros, que tem dentre suas atividades a comercialização de fraldas descartáveis, é preciso levar em conta os prós e contras antes eliminar o item da lista de compras.

O empresário de Santo André afirma que, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o Brasil é considerado o terceiro maior consumidor de fraldas descartáveis do mundo. Levando-se em conta que o plástico, material utilizado na sua composição, leva centenas de anos para se decompor, o produto acabou virando vilão quando o assunto é sustentabilidade.

Investiga-se, hoje, se as fraldas descartáveis realmente causam tantos malefícios quanto tem sido divulgado nos últimos tempos. Uma das suposições é de que as fraldas conteriam substâncias químicas nocivas não apenas para o planeta como também para a saúde do bebê. No entanto, hoje já existem alternativas para tranquilizar os pais preocupados com o bem-estar dos seus filhos e também com a sustentabilidade”, ressalta Elirio Dambros.

De acordo com Elirio Dambros, após investigar informações sobre os impactos no meio ambiente, foi encontrada pesquisa feita na Grã-Bretanha apontando que não há diferenças em relação aos causados pelo uso de fraldas descartáveis ou de pano. “Foram avaliados três tipos de fraldas, desde sua fabricação até o seu descarte. As fraldas descartáveis, que são utilizadas por 95% dos pais naquele país, resultaram em 400 mil toneladas de lixo por ano. Já o impacto causado pelas fraldas de pano é em relação ao uso de água e energia para lavar e secar”, relata o empresário de Santo André.

Elirio Dambros explica, ainda, que a pesquisa comparou o impacto ambiental das fraldas descartáveis, fraldas de pano lavadas em casa e fraldas de pano lavadas em lavanderias comerciais e entregues em casa. “A pesquisa realizada com 2 mil pais investigou, por exemplo, o número de fraldas trocadas diariamente e o tamanho das trouxas de fraldas colocadas na máquina de lavar. O resultado foi que não existe diferença substancial no impacto causado pelos três sistemas, porém, todos podem ser melhorados”, completa.

A boa notícia é que hoje já existem empresas no mercado que oferecem novos modelos de fraldas descartáveis ecológicas e sustentáveis. O empresário de Santo André esclarece que estas opções utilizam bioplástico, produzido a partir de milho e batata, e as embalagens são impressas com tinta não tóxica, à base de água. “As fraldas se decompõem com maior rapidez e o bebê não entra em contato com os resíduos químicos presentes no plástico comum. Outro benefício é que a embalagem pode colocada na lixeira de resíduos compostáveis”, conclui Elirio Dambros.

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