O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrou um crescimento de 4,4% em 2025, conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) nesta sexta-feira (20). Este resultado representa uma recuperação em comparação a 2024, quando a economia teve uma contração de 1,3%, de acordo com os valores revisados. Este foi o primeiro crescimento do PIB durante a gestão do presidente ultraliberal Javier Milei, que assumiu o cargo em dezembro de 2023. Além disso, é a primeira alta desde 2022, quando o país registrou um crescimento de 6%, no governo de Alberto Fernández.
O crescimento econômico foi impulsionado principalmente pelo aumento do consumo privado (7,9%), do consumo público (0,2%), das exportações (7,6%) e dos investimentos em obras, máquinas e equipamentos (16,4%). Entre os setores que se destacaram estão a intermediação financeira (24,7%), exploração de minas e pedreiras (8,0%) e hotéis e restaurantes (7,4%). Por outro lado, a pesca (-15,2%) e os serviços domésticos (-1,1%) tiveram queda.
Apesar do resultado positivo do PIB, especialistas apontam que há desafios estruturais a serem enfrentados, com um crescimento concentrado em setores específicos e um consumo interno ainda fraco. O consumo ainda não se recuperou totalmente da queda registrada no ano anterior, mesmo com a melhora em 2025. No último trimestre do ano, a economia argentina cresceu 0,6% em relação ao trimestre anterior e 2,1% em comparação com o mesmo período de 2024.
A Argentina, que já enfrentava uma crise antes de 2023, passou por reformas econômicas significativas sob a liderança de Milei. O presidente adotou medidas que impactaram a atividade econômica em 2024, como a paralisação de obras federais e a interrupção de repasses aos estados. Além disso, o presidente retirou subsídios de tarifas de serviços essenciais, levando a um aumento significativo nos preços, afetando diretamente os consumidores. Estas medidas impactaram também o cenário econômico de 2025.
O controle da inflação tornou-se a principal preocupação do governo, porém tem se mostrado uma tarefa desafiadora. A inflação aumentou 211,4% em 2023 e 117,8% em 2024, afetando o consumo. Em 2025, a inflação caiu para 31,5%, mas ainda não é o suficiente para a estabilização econômica. (Com informações do portal de notícias g1)
