O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um apelo no domingo (15) para que cerca de sete países enviem navios de guerra ao Estreito de Ormuz, a fim de manter a região aberta. Até o momento, não houve compromissos por parte desses países, enquanto os preços do petróleo continuam aumentando devido à guerra com o Irã.
Trump se recusou a revelar quais são os países fortemente dependentes do petróleo do Oriente Médio com os quais o governo está negociando para formar uma coalizão que irá patrulhar a região. O Estreito de Ormuz é uma via marítima crucial no Oriente Médio por onde passam cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural do mundo.
O presidente enfatizou que está exigindo que esses países protejam seu próprio território, já que o estreito faz parte de suas áreas. Ele ressaltou que os EUA não dependem dessa rota marítima, pois possuem acesso ao petróleo por outras vias. Trump também mencionou que a China recebe a maior parte de seu petróleo pelo Estreito de Ormuz, enquanto os EUA têm uma porcentagem mínima.
Além disso, as lideranças europeias estão divididas em relação ao pedido de ajuda de Trump para reabrir o Estreito de Ormuz, evitando serem arrastadas para o conflito com o Irã. Enquanto alguns líderes expressaram preocupação com as críticas de Trump pela falta de ação, ministros das Relações Exteriores da União Europeia se reuniram para discutir ampliar a missão naval no Mar Vermelho com o objetivo de garantir a segurança da navegação no estreito.
Essa tensão crescente também trouxe à tona a questão da participação dos países europeus na Otan, com Trump alertando que seria prejudicial para a aliança militar se eles não se unissem aos esforços dos EUA para manter aberto o Estreito de Ormuz.
