Delegados ficam surpresos com medidas inesperadas do ministro Dias Toffoli em relação ao Banco Master.

O presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Edvandir Felix de Paiva, expressou sua preocupação com as decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli em relação ao caso do Banco Master. Em entrevista nesta segunda-feira (19), Paiva destacou que a categoria está “perplexa” com as ações do ministro, que interferem em questões estratégicas e planejamentos investigativos da Polícia Federal.

De acordo com o presidente da ADPF, a categoria emitiu uma nota no sábado (17) para esclarecer sua posição, ressaltando que as decisões do Supremo estão causando comoção na Polícia Federal. Paiva explicou que a escolha do momento de uma acareação e outros procedimentos investigativos são responsabilidade da PF, e não do STF. As medidas tomadas pelo ministro Toffoli têm modificado o rumo das investigações planejadas pela Polícia Federal, deixando os delegados preocupados com o sucesso da apuração.

Além disso, Edvandir Paiva comentou sobre a “PEC da Segurança Pública”, que propõe a criação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). O delegado considera a proposta interessante, por prometer melhores condições para os órgãos de segurança, mas ressaltou a falta de inovação da PEC, mencionando a necessidade de um delegado de carreira para ocupar o cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A avaliação do dirigente sobre o “PL Antifacção” também foi abordada, destacando a importância de recursos diretos para a PF, ao invés de destiná-los ao Fundo Nacional de Segurança Pública.

By Canoas Informa

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