Uma pesquisa recente aponta que o setor da medicina reprodutiva no Brasil está em crescimento, com estimativas de que o mercado cresça em média 23% ao ano até 2026, alcançando pouco mais de R$ 3 bilhões, saindo dos atuais R$ 1,3 bilhão.
O ginecologista e especialista em reprodução humana, Dr. Edilberto de Araújo, atribui esse aumento à crescente demanda por tratamentos de fertilidade. Ele ressalta que pessoas de diversos perfis enfrentam dificuldades para engravidar, o que tem impulsionado a busca por esses tratamentos, incluindo casais solteiros, heterossexuais, homossexuais e transgêneros.
O adiamento da maternidade é apontado como uma das principais razões para o crescimento na procura por técnicas de reprodução assistida. Com o envelhecimento dos óvulos, problemas de fertilidade se tornam mais comuns, tornando esses tratamentos uma opção essencial para muitos. Fatores como estresse, endometriose e alterações na qualidade do esperma também contribuem para a necessidade desses procedimentos, segundo o médico.
O Dr. Edilberto ressalta que a expectativa é de um aumento contínuo na busca por tratamentos de reprodução assistida, não se limitando apenas a países desenvolvidos, mas também presentes em países em desenvolvimento, como o Brasil.
As regiões Sul e Sudeste concentram a maior parte das clínicas de reprodução assistida devido ao maior poder aquisitivo da população. O especialista destaca a importância de parcerias entre clínicas e o governo para garantir o acesso a esses tratamentos para as populações mais vulneráveis.
Popularidade da FIV
Dados da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida (REDLARA) revelam que o Brasil lidera o ranking de procedimentos de fertilização in vitro (FIV), inseminação artificial e transferência de embriões na América Latina, concentrando 40% de todos os centros de reprodução assistida da região.
O Dr. Edilberto destaca que a FIV é a técnica mais utilizada devido aos melhores resultados que oferece, especialmente para pessoas mais velhas. Ele explica que o tratamento permite otimizar a fertilização do óvulo pelo espermatozoide em laboratório, aumentando as chances de gestação, principalmente em pacientes de idade avançada.
