Black Friday 2020 terá descontos menores e participação histórica do online

A pandemia da Covid-19 trouxe impactos significativos para diversos setores da economia. Entre os mais afetados, o varejo passou ao menos cinco meses com as lojas fechadas, somando prejuízos incalculáveis. Para sobreviver durante o período, o segmento precisou se adequar ao universo online ao mesmo tempo em que os clientes também se adaptavam ao isolamento social e aos novos modos de compra. Essa transformação terá reflexo direto na edição da Black Friday deste ano, que deve, segundo especialistas, ultrapassar as vendas registradas no ano passado e ter como foco principal as compras de modo digital. As projeções de aumento das vendas para o evento de 2020 estão na maioria entre 10% e 15%, na comparação com o ano passado – porém há estimativas mais otimistas, que esperam alta de até 30%.

Marcada para o dia 27 de novembro, a Black Friday 2020 deverá ter participação histórica dos meios digitais. No ano passado, as compras do canal online em novembro foram responsáveis por uma fatia de 33%, acima dos 28% de 2018. A expectativa para este ano é que atinja algo próximo de 43%, segundo a empresa de pesquisas GfK. Além disso, estudo feito pela companhia revela que 54% dos consumidores pretendem trocar as lojas físicas pela compra online no evento deste ano – os percentuais aumentam na classe AB (64%) e na região Sudeste (58%). “Apesar das questões econômicas e do fato de algumas compras terem sido antecipadas no período de isolamento, ainda existe um desejo de consumo latente. E uma característica curiosa do evento é que há uma compra por indulgência planejada, ou seja, o consumidor passa o ano inteiro esperando a Black Friday chegar para comprar porque o varejo ensinou isso. Então, mesmo com o cenário de preocupação, o consumidor está mais otimista”, afirma Fernando Baialuna, diretor da GfK.

Apesar da expectativa de aumento das vendas e da participação maior do canal online, a Black Friday deste ano será um evento com descontos menores na comparação com anos anteriores. Um dos fatores é a falta de alguns produtos, provocada pela pandemia do novo coronavírus. “Será uma Black Friday completamente diferente da história do evento no Brasil. Além da questão da pandemia e de todas as mudanças no comportamento do consumidor, existem questões macroeconômicas que mudaram a dinâmica do evento. Faltam produtos nas lojas e falta matéria-prima em todos os setores do mercado, e isso causa uma redução de margem e uma pressão maior de custo. Então, o varejo não vai conseguir oferecer descontos tão agressivos. O consumidor vai procurar, mas não vai encontrar promoções como nos anos anteriores”, explica Baialuna.

Devido ao aumento dos preços e da alta do dólar, o varejo deverá garantir melhores condições de crédito e de prazo aos consumidores. “Será um evento concentrado nos grandes varejistas, porque o pequeno, o regional, não tem a força e possibilidade de garantir diferenciais aos clientes. E, neste ano, como eles não podem oferecer tanto desconto, as lojas vão ter que responder com mais crédito e maior prazo como alternativa.” De acordo com o levantamento da GfK, as regiões com a maior intenção de compra são o Norte e o Nordeste, onde 92% dos clientes esperam gastar no evento anual. Ao mesmo tempo, 38% dos consumidores esperam comprar mais na edição de 2020 do que na do ano passado, o que indica que, mesmo com as dificuldades econômicas, os clientes estão dispostos a aproveitar as ofertas. O que explica esse aumento na intenção de compra é a elevação da renda com o pagamento do auxílio emergencial. No Nordeste, a renda média familiar cresceu 26%. Antes do auxílio, o valor médio mensal era em torno de R$ 688. Agora, a renda passou a R$ 868 por mês. “A região apresenta crescimento expressivo na compra de eletroeletrônicos e material de construção, claramente impulsionados pelo pagamento do auxílio emergencial.”

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