O bitcoin (BTC) teve uma queda de 8,11% e encerrou o ano de 2025 quebrando a sequência de valorização dos últimos dois anos. Isso surpreendeu os analistas que esperavam que a criptomoeda pudesse chegar a valores acima de US$ 150 mil. No início de 2026, o bitcoin está sendo negociado abaixo dos US$ 90 mil.
A queda do bitcoin reflete a redução do apetite ao risco dos investidores nos últimos meses do ano, após atingir uma máxima histórica em outubro, cotado a US$ 125 mil. Desde então, o BTC enfrentou uma correção, acumulando uma desvalorização de 30% até o final do ano, de acordo com dados da Elos Ayta Consultoria.
Essa desvalorização está relacionada a incertezas sobre os juros nos Estados Unidos e a preocupações sobre a supervalorização das ações de empresas ligadas à inteligência artificial. No entanto, em 2025 também houve avanços regulatórios importantes para o mercado cripto, que impulsionaram o otimismo nos primeiros meses do ano.
No ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação de uma reserva estratégica de bitcoin, formada por BTCs detidos pelo governo federal em processos legais, reconhecendo o bitcoin como ativo de reserva. Essa medida levou empresas como a Méliuz a investirem até 10% de seu caixa em bitcoin visando retornos no longo prazo.
Além disso, em julho, Trump assinou a GENIUs Act, estabelecendo regras para a emissão de stablecoins no mercado americano. Essa legislação exigia que esses tokens fossem lastreados em ativos líquidos como dólares americanos ou títulos do Tesouro.
Segundo Sarah Uska, analista de criptoativos do Bitybank, houve uma construção positiva para o mercado em 2025, marcando o início de um ciclo de consolidação em vez de altas nas cotações. O comportamento do bitcoin indica uma mudança na dinâmica de preço, com o apetite do investidor global e o cenário macroeconômico, especialmente nos EUA, exercendo papel fundamental na precificação da criptomoeda em 2026.
