Possíveis cenários no Irã: entre guerra, diplomacia e revolta, o que esperar?

Depois de uma semana de intensas manifestações em todo o país, as ruas do Irã retornaram ao silêncio, oprimidas pela força. Um morador de Teerã descreveu o clima na capital como semelhante aos dias que antecedem o Ano Novo iraniano, quando muitos deixam a cidade e as lojas fecham mais cedo.

No entanto, não há alegria festiva, apenas um silêncio assustador. A vida continua sob a sombra de uma repressão mortal aos manifestantes e a possibilidade de um novo confronto militar com os Estados Unidos.

A República Islâmica está se preparando para comemorar o 47º aniversário da revolução que a levou ao poder, com multidões nas ruas e músicas revolucionárias em alto volume. No entanto, nos corredores do poder em Teerã, o clima provavelmente será menos festivo, já que o regime enfrenta uma grande ameaça à sua sobrevivência.

Embora o regime possa ter reprimido os protestos mais recentes usando táticas conhecidas, as razões fundamentais que motivaram as manifestações ainda não foram resolvidas.

Manifestações

Os dias 15 e 16 de janeiro foram cruciais na recente história do Irã. O que começou como protestos econômicos nos bazares de Teerã rapidamente se tornou uma das maiores ameaças enfrentadas pela República Islâmica desde sua fundação em 1979.

Grandes multidões saíram às ruas em todo o país, pedindo a queda do regime, gritando “Morte ao ditador” e, em um novo desenvolvimento, alguns exigindo o retorno do exilado Reza Pahlavi, filho do último Xá do Irã.

A repressão brutal que se seguiu sugere que o regime não estava disposto a ceder, mesmo ferido pela guerra com Israel e os EUA no verão passado e sem o apoio de aliados regionais.

O bloqueio da internet isolou os iranianos do mundo, dificultando a compreensão total da brutalidade das ações do regime.

Mais de 3 mil pessoas foram mortas desde o início da repressão, de acordo com a agência de notícias HRANA, sediada nos EUA.

Ameaça dos EUA

Nas últimas semanas, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã se o regime usasse violência contra os manifestantes. No entanto, fontes informaram que os assassinatos haviam parado, e os EUA parecem empenhados em evitar ações militares imediatas.

Países do Golfo pediram cautela aos EUA para evitar ataques ao Irã, alegando riscos de segurança e econômicos. Apesar de uma possível desescalada temporária, analistas alertam que as tensões ainda persistem.

Militares dos EUA estão se movimentando para o Oriente Médio, mas, por enquanto, as negociações parecem mais promissoras do que a guerra. Autoridades buscam retomar as conversas de forma mais conciliatória.

Diplomacia

Teerã e Washington estão em uma posição diferente em relação às negociações, com o Irã mais vulnerável do que nunca. Os danos causados às instalações nucleares do país e a neutralização de grupos armados mudaram o equilíbrio de poder.

As negociações provavelmente abordarão não apenas a questão nuclear, mas também o programa de mísseis iraniano e seu apoio a grupos armados. Os EUA procuram limitar a influência do Irã na região. As informações são da CNN Brasil

By Canoas Informa

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