Líder mexicano declara: Trump descarta uso de força militar no México

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, conversou por telefone com o presidente americano, Donald Trump, nesta segunda-feira (12), e afirmou que ele não planeja uma ação militar no país.

Durante sua coletiva de imprensa diária, Sheinbaum disse que recusou a ideia de Trump para combater os cartéis de droga existentes no país. Também anunciou que já conseguiu, em um ano, reduzir em 50% o tráfico de fentanil para o país vizinho.

Sheinbaum declarou: “Continuamos a colaborar no âmbito da nossa soberania.” Na rede social X, a presidente mexicana também falou sobre o telefonema. Postou uma foto ao lado de sua equipe e disse que a conversa foi “muito produtiva”:

“Tivemos uma conversa muito produtiva com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Discutimos diversos temas, incluindo segurança com respeito à nossa soberania, redução do tráfico de drogas, comércio e investimento. A colaboração e a cooperação num contexto de respeito mútuo sempre trazem resultados.”.

Questionada sobre as declarações de Trump sobre Cuba, ela negou ter conversado com alguma autoridade cubana sobre o tema, mas se mostrou disposta a “ajudar na comunicação, caso seja solicitado”.

Ações terrestres contra cartéis de drogas

Na quinta-feira (8), o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos iriam iniciar as operações terrestres contra os cartéis de drogas que “estão controlando o México”.

Em entrevista à Fox News, Trump falou sobre a derrubada de Nicolás Maduro e destacou a intenção de atacar os cartéis de drogas terrestres. Ele também elogiou os militares envolvidos na captura de Maduro, chamando de “grupo fantástico”.

Trump mencionou a “Doutrina Donroe” para descrever sua política externa e reforçou a importância de manter a segurança na região. Ele também criticou a administração Biden e Obama, afirmando que a entrada ilegal de pessoas foi um problema durante esses governos.

Questionado sobre Cuba e sua dependência da Venezuela, Trump afirmou que o país caribenho necessita do suporte venezuelano, que oferece dinheiro, petróleo e proteção a Cuba.

By Canoas Informa

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