Nesta segunda-feira (12), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) foi cercado por manifestações de apoio e críticas ao deixar a missa solene em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, realizada no Santuário Nacional, localizado em Aparecida (SP).
Imagens capturadas mostram uma grande aglomeração ao redor do veículo de Alckmin nos jardins da Basílica. Enquanto isso, um grupo de presentes entoava cânticos em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” e “O povo unido jamais será vencido”, além de alguns manifestantes fazendo o gesto da letra “L” com as mãos.
Simultaneamente, outros participantes da manifestação proferiram ofensas ao vice-presidente, chamando-o de “ladrão” enquanto ele se retirava do evento.
Alckmin compareceu à celebração na companhia de sua esposa, Lu Alckmin. Estar presente no Santuário Nacional no dia 12 de outubro, que homenageia a Padroeira do Brasil, é uma prática tradicional para o vice-presidente. No ano anterior, ele esteve presente como presidente em exercício.
Antes do início da missa, Alckmin utilizou suas redes sociais para compartilhar que faria orações pela saúde do Papa e pelo futuro do Brasil.
A presença de figuras políticas em Aparecida acontece em meio à contenda pelo segundo turno das eleições presidenciais, agendado para 25 de outubro. Alckmin busca reeleição como vice na chapa de Lula, que enfrenta o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência.
Nos últimos dias, a figura de Nossa Senhora Aparecida também foi inserida nas discussões eleitorais após a disseminação de informações enganosas sobre uma suposta intenção do senador Flávio Bolsonaro em retirar o título de Padroeira do Brasil da santa. O senador negou qualquer intenção nesse sentido.
Isenção
Alckmin também enfatizou a importância da Justiça Eleitoral atuar com imparcialidade e proteger a liberdade de expressão. Essa afirmação surgiu após um questionamento sobre sua percepção acerca da justiça eleitoral ser parcial.
No dia anterior (11), Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de um canal no WhatsApp denominado Exército do Lula após um pedido feito por Flávio Bolsonaro, que alegou que o canal propagava notícias falsas. Contudo, a decisão foi revogada pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, que ordenou a reativação do canal.
Nesta segunda-feira, um relatório elaborado pela equipe técnica do TSE indicou que não foram detectadas publicações falsas no canal Exército do Lula, criado para apoiar o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“O que ouvimos são muitas reclamações sobre plataformas que estariam removendo sites e suprimindo manifestações. Vamos esperar; acho essencial que a justiça atue com isenção e seja defensora da liberdade política e de expressão”, declarou Alckmin em coletiva à imprensa após participar da missa solene dedicada a Nossa Senhora Aparecida no santuário nacional.












